A Festa Literária das Periferias dará início à programação da edição de 2026 no próximo dia 22 de junho, no Teatro Carlos Gomes, no Centro do Rio. O evento de abertura reunirá literatura, música, intervenções artísticas, batalhas de poesia e lançamentos editoriais, antecipando o clima da 16ª edição do festival, prevista para acontecer entre setembro e outubro.
Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, a Flup se consolidou como uma das principais iniciativas voltadas à valorização da literatura negra, periférica e LGBTQIA+ no país. O festival também atua na formação de novos autores e na ampliação do acesso à produção cultural nas periferias.
Neste ano, a edição terá como tema “As Filhas das Filhas das Filhas”, inspirado nas trajetórias de mulheres negras que transformaram suas realidades por meio da educação e das políticas afirmativas.
A escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras, será a homenageada da edição. Autora do romance Um defeito de cor, ela é considerada uma das vozes mais relevantes da literatura brasileira contemporânea.
A programação também prestará homenagem à intelectual Heloisa Teixeira, fundadora da Flup e criadora do projeto Universidade das Quebradas, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Entre os destaques confirmados estão apresentações da OSB Jovem, batalhas de poesia, intervenções literárias dos poetas Chacal e Bruna Mitrano, além de uma roda de samba comandada pelo Pagode da Gigi.
O evento também marcará o lançamento de quatro livros produzidos a partir dos laboratórios e processos formativos da Flup, reforçando o papel do festival na descoberta e projeção de novos autores da periferia.










