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Funcionários de Clínicas da Família ameaçam greve e secretaria de saúde diz que ato não se justifica

O município garante que manteve os pagamentos em dia, mesmo com problemas de repasses estaduais para saúde.  

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Reprodução

Médicos e enfermeiros que atuam nas Clínicas da Família da Prefeitura do Rio decidiram entrar em greve a partir do próximo dia 2 de fevereiro, com paralisação prevista até o dia 11.

Segundo os sindicatos, um acordo firmado após mobilizações anteriores previa o pagamento da chamada Variável 3, adicional de desempenho previsto em contrato, que está atrasado desde 2023, além de uma recomposição salarial parcial de 5%. Nenhum dos compromissos, afirmam as entidades, foi cumprido pela Prefeitura e nem pelas organizações sociais responsáveis pela gestão das unidades.

Os profissionais também apontam falhas recorrentes no abastecimento de insumos, equipes incompletas e ausência de medidas efetivas para garantir segurança nas unidades, muitas delas localizadas em áreas de conflito armado.

Em nota, a Secretaria Municipal de saúde destacou atrasos nos repasses estaduais e que, ainda assim, o Município manteve o pagamento dos vencimentos de todos os profissionais em dia.

Nota da SMS na íntegra

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro reafirma que o diálogo sobre reajuste salarial e melhores condições de trabalho é um direito legítimo dos profissionais de saúde e sempre fez parte da agenda permanente desta gestão.

Entretanto, a interrupção de atendimentos e o cancelamento de consultas, com prejuízo direto à população, não contribuem para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde nem para a construção de soluções responsáveis. Pelo contrário, tais ações comprometem o acesso da população aos serviços essenciais e fragilizam a confiança no sistema de saúde.

Cabe lembrar que movimentos semelhantes, realizados em 2016, resultaram em graves impactos negativos para a gestão da saúde no município, contribuindo para um cenário de desorganização e prejuízos à população.

Atualmente, os médicos de família da Prefeitura do Rio de Janeiro têm uma das melhores remunerações quando comparadas à região metropolitana e a outras capitais do país. O município também alcançou o maior número de unidades e equipes de Saúde da Família de sua história, ampliando o acesso e a cobertura assistencial.

Mesmo diante de um cenário adverso, marcado por atrasos nos repasses estaduais, dificuldades financeiras enfrentadas pela rede privada e severas restrições orçamentárias decorrentes da dívida acumulada pela Secretaria de Estado de Saúde, o Município manteve o pagamento dos vencimentos de todos os profissionais rigorosamente em dia, sem qualquer interrupção de serviços à população.

Diante disso, e por não concordar com qualquer movimento que gere prejuízo ao atendimento da população, a Secretaria Municipal de Saúde adotará as medidas judiciais cabíveis contra a paralisação. Fazer greve emendando com o carnaval demostra a total falta de responsabilidade com a população. Enquanto persistirem ações que comprometam a prestação dos serviços de saúde, não haverá avanço em processos de negociação.

A Secretaria Municipal de Saúde reitera seu compromisso com a população carioca, com a continuidade da assistência e com a responsabilidade na gestão do sistema público de saúde.