Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Policiais da UPP e da Core prendem dupla em carro de luxo saindo do Complexo do Alemão
Rio de Janeiro
Policiais da UPP e da Core prendem dupla em carro de luxo saindo do Complexo do Alemão
Ozivy: Primeira semaglutida brasileira tem preço teto definido pela Anvisa
Brasil
Ozivy: Primeira semaglutida brasileira tem preço teto definido pela Anvisa
Incêndio atinge primeiro andar de prédio no Centro do Rio
Mais Quentes
Incêndio atinge primeiro andar de prédio no Centro do Rio
Avião monomotor cai sobre casa em Nova Iguaçu e deixa um morto neste sábado
Baixada Fluminense
Avião monomotor cai sobre casa em Nova Iguaçu e deixa um morto neste sábado
Polícia procura homem acusado de planejar com a namorada a execução do sogro
Mais Quentes
Polícia procura homem acusado de planejar com a namorada a execução do sogro
Aneel mantém bandeira amarela para junho e conta de luz segue com taxa extra
Brasil
Aneel mantém bandeira amarela para junho e conta de luz segue com taxa extra
Novo surto de ebola na República Democrática do Congo já é o terceiro maior da história e acende alerta global
Mundo
Novo surto de ebola na República Democrática do Congo já é o terceiro maior da história e acende alerta global
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Fux mantém Ricardo Couto no comando interino do governo do Rio

STF barra Alerj e mantém chefe do Judiciário no comando do governo do Rio de Janeiro.

Siga-nos no

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e manteve o presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, no comando interino do Palácio Guanabara. Na decisão, publicada nesta quinta-feira (29), o ministro barrou a tentativa do Legislativo de transferir o cargo de governador ao novo presidente da Casa, deputado Douglas Ruas (PL).

Com o despacho, Fux mantém o atual desenho político fluminense em meio à severa crise sucessória provocada pela vacância simultânea dos postos de governador, vice-governador e presidente da Alerj. Segundo o relator, a liminar anterior da Corte segue válida e o chefe do Judiciário continuará no exercício do Poder Executivo “até nova deliberação” do plenário do STF.

A disputa jurídica e os argumentos do Legislativo

A Mesa Diretora da Alerj acionou o STF defendendo a posse imediata de Douglas Ruas no governo, sob a tese de que sua eleição para a presidência da Casa, ocorrida em abril, o colocou automaticamente na linha de sucessão natural do estado. O corpo jurídico do parlamento sustentou duas frentes principais:

  • Precedência constitucional: A Constituição do Estado do Rio de Janeiro estabelece que o presidente do Poder Legislativo tem prioridade sobre o chefe do Judiciário na linha de substituição do governador.
  • Segurança institucional: A permanência prolongada do chefe do Tribunal de Justiça no comando do Executivo poderia gerar contestações jurídicas e invalidação de atos administrativos, contratos e repasses financeiros assinados no período.

Em sua resposta, o ministro Luiz Fux pontuou que a eleição de Ruas e os novos fatos políticos apresentados pela Alerj serão analisados oportunamente pelo plenário do Supremo, mas frisou que eles não justificam uma alteração monocrática e imediata na governança do estado.

Entenda o cenário de vacância total no Rio de Janeiro

A crise institucional que levou o chefe do Tribunal de Justiça ao comando do estado é resultado de uma sequência inédita de quedas políticas e decisões judiciais.

  • Cargo de Governador: Cláudio Castro (PL) renunciou ao mandato em março de 2026.
  • Cargo de Vice-governador: Thiago Pampolha (MDB) deixou o posto em 2025 para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
  • Cargo de Presidente da Alerj: Rodrigo Bacellar (União), que era o terceiro na linha sucessória, foi cassado pela Justiça Eleitoral e preso pela Polícia Federal.

Fux é o relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pelo PSD, que questiona a legalidade da lei estadual aprovada pela Alerj para balizar as regras de uma eleição indireta no estado em caso de dupla vacância.

Partidos políticos interferem no processo do STF

O embate no Supremo ganhou contornos partidários com a movimentação de diferentes legendas. O PSD, autor da ação principal, peticionou ao tribunal para exigir a manutenção do desembargador Ricardo Couto no cargo. O partido argumentou que a troca constante de governantes aprofunda a instabilidade política e paralisa a máquina pública fluminense, reforçando que uma decisão colegiada do STF não poderia ser revogada de forma automática por um fato interno da Alerj.

Por outro lado, o PDT tentou ingressar na ação como amicus curiae (amigo da corte) para contestar judicialmente o rito da eleição que alçou Douglas Ruas à presidência do Legislativo, apontando supostas irregularidades regimentais.

O ministro Luiz Fux, contudo, barrou a entrada do PDT no processo. O magistrado justificou que o partido tentava judicializar disputas e desavenças políticas internas da Alerj, enquanto o foco do julgamento no STF se restringe estritamente a analisar a constitucionalidade da legislação fluminense sobre sucessão governamental.