Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Turismo no Rio movimenta R$ 17 bilhões e recebe 1,3 milhão de estrangeiros no primeiro semestre
Rio de Janeiro
Turismo no Rio movimenta R$ 17 bilhões e recebe 1,3 milhão de estrangeiros no primeiro semestre
Brasil permanece fora do Mapa da Fome e registra menor índice de insegurança alimentar da história
Brasil
Brasil permanece fora do Mapa da Fome e registra menor índice de insegurança alimentar da história
PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre negociação de apartamento
Política
PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre negociação de apartamento
Governo do Rio exonera 173 cargos após fusão de secretárias de Agricultura
Estado
Governo do Rio exonera 173 cargos após fusão de secretárias de Agricultura
Quase toda a Zona Sul do Rio tem praias impróprias para banho, aponta Inea
Rio de Janeiro
Quase toda a Zona Sul do Rio tem praias impróprias para banho, aponta Inea
Incêndio atinge depósito da Águas do Rio em Queimados e é controlado pelos bombeiros
Baixada Fluminense
Incêndio atinge depósito da Águas do Rio em Queimados e é controlado pelos bombeiros
União de Maricá amplia parceria para levar legado de Darcy Ribeiro à Sapucaí
Maricá
União de Maricá amplia parceria para levar legado de Darcy Ribeiro à Sapucaí
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Galípolo e diretores do BC se reúnem com presidente do TCU após recuo em inspeção

Encontro ocorre após Tribunal de Contas suspender apuração sobre atuação do Banco Central no caso Banco Master

Siga-nos no

Reprodução

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, reúne-se com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, e com o ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo que envolve a liquidação do Banco Master. A reunião acontece em meio a um impasse institucional, após a Corte de Contas recuar da decisão que autorizava uma inspeção no BC para apurar a condução do caso.

Além de Galípolo, participam do encontro os diretores do Banco Central Ailton de Aquino (Fiscalização), Gilneu Vivan (Regulação), Izabela Correa (Cidadania e Supervisão de Conduta) e Rogério Lucena (Secretário-Executivo). A agenda é vista como uma tentativa de alinhamento entre as instituições diante da controvérsia sobre os limites do controle externo sobre decisões técnicas da autoridade monetária.

Inspeção foi autorizada e depois suspensa pelo TCU

A reunião ocorre poucos dias depois de o ministro Jhonatan de Jesus ter determinado, de forma individual, a realização de uma inspeção técnica no Banco Central. A medida previa acesso a documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro do ano passado.

Após forte repercussão negativa, no entanto, a decisão foi suspensa na última quinta-feira. O processo foi encaminhado ao plenário do TCU, que deverá decidir de forma colegiada se a inspeção será retomada e em que condições.

Recurso do Banco Central questionou decisão monocrática

O recuo do Tribunal ocorreu após a apresentação de um recurso pelo Banco Central. No documento, a autoridade monetária argumentou que uma inspeção dessa natureza não poderia ser autorizada de forma monocrática e que a iniciativa deveria ser analisada pelo conjunto dos ministros do TCU.

O BC também sustentou que a medida extrapola os limites do controle externo, ao incidir diretamente sobre decisões técnicas de supervisão bancária, que, segundo o órgão, são prerrogativas legais do Banco Central no âmbito do sistema financeiro nacional.

TCU admite limites e caso pode ir ao STF

Antes mesmo da suspensão da inspeção, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, afirmou publicamente que a Corte não tem competência para reverter a liquidação do Banco Master. Segundo ele, eventual questionamento quanto à legalidade da medida só poderia ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração reforçou a leitura de que o papel do Tribunal estaria restrito à fiscalização de procedimentos administrativos, sem interferir no mérito das decisões regulatórias adotadas pelo Banco Central.

Origem da representação e crise de liquidez do banco

O caso chegou ao TCU a partir de uma representação do Ministério Público junto à Corte de Contas, que solicitou esclarecimentos sobre os critérios utilizados pelo Banco Central para decretar a liquidação do Banco Master. A área técnica do Tribunal defendeu a necessidade de acesso aos documentos do processo para avaliar a motivação da decisão e verificar se alternativas menos drásticas foram consideradas.

Em resposta, o Banco Central informou que o conglomerado liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro enfrentava uma crise aguda de liquidez, sem recursos suficientes para honrar compromissos com correntistas e investidores. Segundo o BC, houve tentativas de solução, mas elas não foram capazes de evitar a liquidação, classificada como medida extrema.

Decisão final caberá ao plenário do TCU

Com a suspensão da inspeção, caberá agora ao plenário do TCU decidir se haverá ou não a apuração no Banco Central e qual será o alcance da eventual fiscalização sobre a atuação da autoridade monetária no caso do Banco Master.

A definição é aguardada com atenção por integrantes do sistema financeiro e por órgãos de controle, diante do impacto institucional da decisão e dos possíveis desdobramentos jurídicos e regulatórios do episódio.