Os brasileiros nunca gastaram tanto no exterior quanto no primeiro semestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Banco Central mostram que as despesas internacionais somaram US$ 12,61 bilhões entre janeiro e junho, o maior valor para o período desde o início da série histórica, em 1995.
O montante representa um crescimento de 22,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando os gastos totalizaram US$ 10,3 bilhões. Segundo o Banco Central, o resultado foi impulsionado principalmente pela valorização do real frente ao dólar e pelo crescimento da atividade econômica, fatores que favoreceram as viagens internacionais.
Com a moeda norte-americana mais barata ao longo do ano, os brasileiros passaram a gastar menos com passagens, hospedagem, alimentação, compras e outros serviços no exterior, aumentando o poder de compra durante as viagens.
Apesar da alta nas despesas internacionais, o déficit das transações correntes caiu no primeiro semestre. O saldo negativo ficou em US$ 27,47 bilhões, uma redução de 16,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Outro destaque do relatório foi o crescimento dos investimentos estrangeiros diretos no país. Entre janeiro e junho, o Brasil recebeu US$ 47 bilhões em investimentos produtivos, acima dos US$ 35,4 bilhões registrados um ano antes. Segundo o Banco Central, o volume foi suficiente para financiar integralmente o déficit das contas externas no período.








