Os brasileiros registraram, no início de 2026, o maior volume de gastos no exterior para um primeiro trimestre desde o início da série histórica. Entre janeiro e março, as despesas somaram R$ 6,044 bilhões, refletindo principalmente o aumento das viagens internacionais em um cenário de câmbio mais favorável.
Os dados, divulgados pelo Banco Central, apontam um crescimento de 21,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando os gastos ficaram em R$ 5 bilhões.
A trajetória mostra uma recuperação consistente após a queda provocada pela pandemia de Covid-19. Em 2020, os gastos no exterior no primeiro trimestre foram de R$ 2,9 bilhões, mas despencaram para R$ 860,4 milhões em 2021, com as restrições de circulação. A partir de 2022, houve retomada gradual, com R$ 2,8 bilhões, seguida por R$ 3,8 bilhões em 2023, R$ 4,4 bilhões em 2024 e R$ 5 bilhões em 2025, até atingir o recorde atual.
O mês de março teve papel importante nesse avanço, com cerca de R$ 2 bilhões gastos em viagens internacionais, acima dos R$ 1,6 bilhão registrados no mesmo período do ano passado. O desempenho reforça a tendência de crescimento e o aquecimento da demanda por viagens ao exterior.
Entre os fatores que explicam o aumento está a valorização do real frente ao dólar, que torna os custos internacionais mais acessíveis para os brasileiros. Esse cenário tem estimulado o turismo fora do país e contribuído para o recorde registrado no início do ano.










