O Ministério da Saúde deu início à distribuição de dois novos modelos de camisinha na Sistema Único de Saúde (SUS). As novas versões são com textura e mais fina. A ação tem como objetivo estimular o uso de preservativos no país, principalmente entre os jovens, além de reforçar a prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
“A diversificação da oferta visa estimular o uso contínuo e correto do preservativo, tornando-o mais atraente e atendendo às diferentes preferências da população”, afirmou o ministério, em comunicado.
A expectativa é que 400 milhões de unidades das novas camisinhas sejam distribuídas ainda este ano. Os preservativos estão disponíveis nas UBSs de forma gratuita, sem exigência de documento de identificação ou restrição de quantidade.
De acordo com o Ministério, os novos modelos têm a mesma eficácia de proteção da camisinha tradicional. Até então, o SUS oferecia dois tipos de camisinha: a externa, feita de látex, e a interna, de látex ou borracha nitrílica.
A ação do Ministério da Saúde acontece em meio à baixa adesão do uso de preservativos no país, especialmente por jovens. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019, 59% dos entrevistados com 18 anos ou mais relataram não usar camisinha em nenhuma das relações sexuais nos 12 meses anteriores à pesquisa.
Além de evitar gestações não planejadas, os preservativos também impedem a transmissão das ISTs. As doenças, causadas por bactérias, vírus ou outros microrganismos são transmitidas por meio de relações sexuais sem uso de contraceptivos.