A Aena assinou nesta terça-feira o contrato de compra e venda de ações do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão, assumindo a gestão do aeródromo. No final de março, a concessionária venceu o leilão de venda assistida do Galeão com lance de R$ 2,9 bilhões, e será responsável pela administração do aeroporto carioca até 2039.
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Com a incorporação do Galeão, a concessionária amplia sua presença no país e passa a administrar 18 aeroportos brasileiros, com fluxo de 63 milhões de passageiros ao ano. O foco da gestão, segundo a assessoria, será a eficiência operacional, melhoria da experiência dos passageiros, fortalecimento da atividade de transporte de cargas e geração de valor para a cidade e para o estado do Rio de Janeiro.
O presidente e CEO da Aena, Maurici Lucena, celebrou a aquisição como um marco internacional da empresa, reforçando a estratégia internacional da companhia. Com a aquisição, o Galeão passa a ter coordenação com outros aeroportos da rede, especialmente Congonhas.
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— O Galeão é um aeroporto fundamental para a conectividade do país e, portanto, crítico para o Rio de Janeiro e para o Brasil, com potencial para ampliar suas conexões nacionais e internacionais — afirma Maurici.
A partir de agora, o Galeão integra a rede global da Aena, formada por 81 aeroportos em cinco países. “Para o aeroporto, isso significa acesso a uma plataforma global, com escala, experiência operacional e maior capacidade de diálogo com companhias aéreas, parceiros comerciais e poder público. Para a companhia, representa a chegada de um ativo estratégico, com vocação internacional, infraestrutura consolidada e forte potencial logístico”, afirma o comunicado da empresa.
Os novos parâmetros da concessão incluem o fim da exigência de construir uma terceira pista, a mudança na cobrança da outorga anual — de um valor fixo para um percentual da receita — e o direito de novo reequilíbrio caso o fluxo de passageiros do Santos Dumont cresça a ponto de atrapalhar a movimentação do Galeão.
Antes, o Aeroporto Internacional Tom Jobim era administrado pela concessionária RIOGaleão, cuja gestão durou de agosto de 2014 e março de 2026. Em 2022, a empresa, controlada pelo grupo Changi, de Cingapura, anunciou que apresentou ao governo um pedido de devolução da administração do aeroporto. O motivo apresentado foi a crise econômica que reduziu o movimento de passageiros, agravada pela pandemia.








