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Gestão interina no Rio faz limpa em cargos comissionados e atinge marca de 500 demissões

Com foco na Casa Civil e na Secretaria de Governo, Ricardo Couto busca desaparelhar a máquina pública em meio à crise sucessória.

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Foto: TJ-RJ

Em uma ampla reestruturação administrativa, o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, acelerou o ritmo de dispensas no Palácio Guanabara. O total de exonerações de cargos comissionados já ultrapassa a marca de 500, com 544 nomes publicados até este sábado (18).

As medidas visam o enxugamento da máquina pública e a moralização da gestão. A “faxina” foca especialmente em cargos de livre nomeação (comissionados) que apresentavam indícios de irregularidades. Auditorias internas detectaram funcionários sem atuação comprovada, os chamados “fantasmas”. Parte dos exonerados eram ex-candidatos derrotados em eleições municipais, alocados em postos distantes de suas residências. O plano prevê reduzir em até 40% o quadro das secretarias da Casa Civil e de Governo, o que pode atingir 1,6 mil cargos no total.

Impacto Financeiro e Reformas

A economia estimada com esses cortes é significativa para as contas estaduais. O Sinfrerj destaca que o estado deve poupar cerca de R$ 13 milhões por ano.

Além das demissões, o governo interino implementou outras mudanças estruturais:

  1. Extinção de pastas: Três subsecretarias da Casa Civil foram extintas por decreto.
  2. Suspensão de contratos: Novas contratações e licitações no DER-RJ e em duas secretarias estão suspensas por 30 dias para revisão.
  3. Nova liderança: Uma Subsecretaria-Geral será criada e gerida por um procurador do estado para garantir maior rigor técnico.

 

Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assumiu o comando após a renúncia de Cláudio Castro em março de 2026. Castro deixou o posto em meio a processos no TSE que culminaram em sua inelegibilidade.

A instabilidade aumentou com a renúncia do vice-governador Thiago Pampolha, que já havia sofrido retaliações anteriores, como a exoneração da Secretaria de Meio Ambiente noticiada pelo Terra. O cenário atual aguarda uma definição do STF sobre a realização de novas eleições ou a continuidade do mandato-tampão até o fim do ano.

As exonerações em massa ocorrem em um momento de transição de poder na Alerj, onde o deputado Douglas Ruas foi eleito presidente, alterando novamente a linha sucessória estadual.