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Governador do Rio admite que estado teve sua capacidade de combater o crime ultrapassada.

Rio está em ‘estado de alerta’ para as retaliações

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Divulgação

O governador Cláudio Castro (PL) admitiu nesta terça-feira que o combate ao tráfico de drogas excede a capacidade do Estado do Rio. Ele disse concordar com a frase da porta-voz da Polícia Militar que, na véspera, havia afirmado que a guerra entre facções ultrapassa os limites de atuação dos policiais fluminenses. Castro ainda cobrou ajuda do governo federal, sobretudo, dos blindados das Forças Armadas, mas disse ter recebido reiteradas negativas da União sobre o tema. Nesta terça-feira, uma megaoperação contra o Comando Vermelho realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital, já deixou suspeitos e policiais mortos.

— Essa operação de hoje tem muito pouco a ver com a Segurança Pública. É uma operação de estado de Defesa. É uma guerra que está passando os limites de onde o estado deve estar sozinho defendendo. Para uma guerra dessa, que nada tem a ver com a segurança urbana, deveríamos ter um apoio maior e, de até, das Forças Armadas. É uma luta que já extrapolou toda a ideia de Segurança Pública e que está na Constituição quando você tem essa quantidade de armas que vem do tráfico internacional. Não é só responsabilidade do estado. O Rio está sozinho nessa guerra — disse o governador.

Castro cobrou “um trabalho de integração muito maior com as forças federais” e disse que pediu o apoio de blindados das Forças Armadas por três vezes, mas os pedidos foram negados. Para a operação desta terça-feira o governador disse não ter pedido a ajuda federal, mas que não vai transformar o caso numa batalha política.

— Já entendemos haver uma política de não ceder. Disseram que precisa de uma Garantia de Lei e Ordem (GLO). Depois, disseram que poderiam emprestar e voltaram atrás, porque o servidor que opera o veículo é federal e deveria ter a GLO, enquanto o presidente é contra a GLO. Entendemos que a realidade é essa e não vamos ficar chorando pelos cantos — afirmou Castro.

O governador afirmou ainda que mantém “estado de alerta para as retaliações” de traficantes por causa da operação.

— Estamos em estado de atenção e alerta para possíveis retaliações. A polícia está toda na rua e todos os batalhões estão em prontidão. Temos relatos que eles tentaram fechar a Avenida Brasil e outras vias para tentar desviar (a atenção da operação) — disse o governador.

A megaoperação
O objetivo da ação desta terça-feira é cumprir mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho (CV), 30 deles de fora do Rio, escondidos nos dois conjuntos de favelas, identificados pela investigação como bases do projeto de expansão territorial do CV. Até o fim da manhã, 56 pessoas foram presas e 31 fuzis foram apreendidos na ação, que mobiliza 2,5 mil policiais e também promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ).