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Governador do Rio exonera cúpula do Rioprevidência em meio a investigação da PF

Exonerações no Rioprevidência avançam após investigações sobre aplicações no Banco Master e alertas do TCE-RJ

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Reprodução

A crise no Rioprevidência ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (10), com a exoneração de dois gerentes ligados a áreas estratégicas da autarquia. As demissões ocorrem em meio ao escândalo envolvendo aplicações financeiras de alto risco realizadas no Banco Master e aprofundam o processo de reestruturação do órgão responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais.

O governador Cláudio Castro assinou os atos que afastaram Barbara Schelble, advogada que atuava na Gerência de Controle Interno e Auditoria, e Oberdan Pereira Manoel Junior, gerente de administração vinculado à Diretoria de Administração e Finanças. Ambos ocupavam cargos considerados centrais no acompanhamento de contratos, despesas e rotinas administrativas do fundo.

As novas exonerações se somam a outras mudanças recentes. No fim de janeiro, o diretor da área de Administração e Finanças, Alcione Soares Menezes Filho, já havia sido dispensado. O movimento indica uma tentativa do governo estadual de responder à pressão institucional e política gerada pelas investigações em curso.

A situação se agravou na semana passada com a prisão de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, em operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Antunes é investigado por suspeitas de gestão fraudulenta, corrupção e desvio de recursos públicos. Ele já havia sido exonerado do cargo no mês anterior.

As apurações se concentram em nove aplicações realizadas entre 2023 e 2024 que, juntas, somam quase R$ 1 bilhão. Os recursos foram direcionados a títulos considerados de alto risco do Banco Master, sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos. Segundo os investigadores, os investimentos desconsideraram critérios básicos de segurança financeira, colocando em risco o patrimônio destinado ao pagamento de cerca de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

O caso já vinha sendo monitorado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que acompanhava as movimentações há mais de um ano devido ao perfil arriscado dos ativos. Em outubro de 2025, o tribunal emitiu um alerta formal sobre a condução da política de investimentos e determinou a proibição de novos aportes em papéis administrados pela instituição financeira investigada.