O governador Cláudio Castro assinou a exoneração de Alcione Soares Menezes Filho, diretor de administração e finanças do fundo previdenciário estadual, que havia assumido interinamente a presidência da instituição poucos dias antes.
A saída ocorre logo após o desligamento do então presidente do órgão, Deivis Marcon Antunes. Pelo regimento interno do Rioprevidência, Alcione deveria permanecer no comando interino até a nomeação de um novo titular. No entanto, o governo decidiu interromper essa transição.
Na mesma edição do Diário Oficial, Castro nomeou Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso para ocupar a diretoria de administração e finanças, função anteriormente exercida por Alcione. Também foi anunciada a substituição na diretoria de investimentos: Gilson Felix da Silva assumiu o posto no lugar de Eucherio Lerner Rodrigues, que, assim como Deivis, foi alvo de investigação da Polícia Federal na semana passada.
Alcione estava no Rioprevidência desde 2024 e já havia passado por outra entidade previdenciária, a Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer). Sua saída da fundação foi marcada por controvérsia: ele foi réu em uma ação envolvendo investimentos realizados durante o período em que integrou a diretoria.
As mudanças no comando do Rioprevidência ocorrem em um momento sensível para o fundo, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores estaduais. A investigação da Polícia Federal apura possíveis irregularidades em aplicações financeiras, incluindo um investimento de R$ 1 bilhão no Banco Master.
Na última sexta-feira (23), agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão na sede do Rioprevidência e em endereços ligados ao ex-presidente e a ex-diretores. As apurações seguem em andamento e lançam incertezas sobre a condução e a governança do fundo previdenciário do Estado do Rio.






