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Governo anuncia pacote para preparar o SUS contra eventos climáticos extremos

Plano prevê centros de saúde e clima, alerta para ondas de calor e reforço da capacidade de resposta a desastres até 2035

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Enchentes em Canoas, RS. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (30/06) um plano de R$ 9,8 bilhões para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos das mudanças climáticas e de fenômenos como o El Niño. A estratégia prevê 27 metas e 93 ações até 2035.

O objetivo é fortalecer a capacidade do SUS para prevenir, monitorar e responder a eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e outros desastres ambientais. Entre as prioridades estão alertas antecipados, proteção das populações mais vulneráveis e reforço da estrutura de atendimento em emergências.

O programa será organizado em cinco eixos: coordenação entre órgãos públicos, fortalecimento dos serviços de saúde, comunicação com gestores e população, monitoramento de riscos climáticos e reforço no abastecimento de medicamentos, vacinas, água potável e equipamentos.

Uma das principais iniciativas é a criação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima em diferentes regiões do país. O primeiro será inaugurado na Bahia. O ministério também vai lançar o Painel Nacional de Excesso de Calor, que permitirá emitir alertas com até cinco dias de antecedência.

Outra medida é a ampliação da Força Nacional do SUS, que passará a contar com oito bases no país para agilizar o atendimento em emergências e desastres. A meta é que as equipes atuem em até 12 horas após um evento crítico.

O plano também traz orientações para proteger idosos durante períodos de calor intenso, como manter a hidratação, evitar o sol nos horários mais quentes e usar corretamente os medicamentos.

Durante o anúncio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que as mudanças climáticas já representam um grande desafio para a saúde pública. Segundo ele, um estudo da Fiocruz aponta que cerca de 120 mil mortes nos últimos 20 anos estão relacionadas ao aumento das temperaturas no país.

Para o governo, além de reduzir as emissões de carbono, é urgente adaptar os serviços de saúde para enfrentar os efeitos cada vez mais frequentes dos eventos climáticos extremos.