O governo do Rio de Janeiro anunciou hoje, oficialmente, a abertura de uma licitação para a instalação de mais de 200 mil câmeras de segurança em todo o estado. Batizado de Programa Sentinela, o projeto está orçado em cerca de R$ 2 bilhões e deve se tornar o maior sistema de monitoramento da América Latina.
De acordo com o governo estadual, a proposta é resultado de um estudo técnico desenvolvido ao longo dos últimos três anos. Nesse período, equipes visitaram centros internacionais de controle e monitoramento, como os das polícias de Nova Iorque, Cidade do México e regiões da China.
Os técnicos também analisaram experiências nacionais, incluindo sistemas em funcionamento no Espírito Santo, na Bahia e na cidade de São Paulo, que atualmente concentra o maior parque de câmeras do país, com aproximadamente 20 mil equipamentos.
O programa Sentinela também prevê a retomada de uma proposta antiga: a implantação de portais eletrônicos nas divisas do estado para coibir a entrada de armas e drogas. O primeiro desses postos deveria ter sido inaugurado no primeiro semestre de 2025, na Rodovia Presidente Dutra, em Resende.
O edital da licitação será publicado na quinta-feira (22). A empresa vencedora terá prazo de seis meses para instalar os primeiros equipamentos, que ficarão em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e em Copacabana, na Zona Sul da capital.
A longo prazo, o governo pretende firmar convênios com as 92 prefeituras fluminenses para ampliar o alcance do monitoramento. O plano inclui a criação de 182 centros de controle integrados a órgãos como Corpo de Bombeiros, polícias e administrações municipais.
Em contrapartida, os municípios deverão adotar medidas preventivas, como reforço da iluminação pública e recuperação de terrenos abandonados.
A proposta também prevê a criação de seis centros regionais de monitoramento, localizados em Volta Redonda, Petrópolis, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e Duque de Caxias. A distribuição das câmeras levará em consideração o tamanho da população, a extensão territorial e os índices de criminalidade. Além da segurança, os equipamentos poderão ser utilizados em ações de ordenamento urbano. O projeto não tem prazo definido para ser concluído.






