Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Rádio Manchete desembarca na Cidade do Rock e inicia cobertura especial
Entretenimento
Rádio Manchete desembarca na Cidade do Rock e inicia cobertura especial
Prefeitura do Rio anuncia projeto de revitalização para a Bangu
Rio de Janeiro
Prefeitura do Rio anuncia projeto de revitalização para a Bangu
Faetec abre 12 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no RJ
Estado
Faetec abre 12 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no RJ
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, aponta pesquisa Vetor Arrow
Política
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, aponta pesquisa Vetor Arrow
Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Brasil
Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Canella lidera ranking para deputado estadual e novas mudanças aparecem na Alerj
Política
Canella lidera ranking para deputado estadual e novas mudanças aparecem na Alerj
Rio entra em Estágio 2 por causa da operação do Rock in Rio
Rio de Janeiro
Rio entra em Estágio 2 por causa da operação do Rock in Rio
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Governo do Rio volta atrás e pede tropas federais para reforçar a segurança das eleições

Medida visa fortalecer a segurança durante o período eleitoral fluminense

Siga-nos no

Foto: Reprodução

O Governo do Estado do Rio de Janeiro voltou atrás e decidiu solicitar o envio de tropas federais para reforçar a segurança das eleições de outubro. O pedido foi encaminhado pelo governador em exercício, Ricardo Couto, ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) no fim de junho, cerca de duas semanas após o Executivo informar que as forças estaduais eram suficientes para garantir a realização do pleito.

A mudança representa uma reavaliação da posição oficial do governo. No primeiro ofício enviado à Justiça Eleitoral, após consultas à Secretaria de Polícia Militar e à Casa Civil, o Estado afirmou possuir capacidade operacional para assegurar a segurança durante as eleições sem necessidade de apoio federal. No novo documento, contudo, o governo sustenta que a atuação das forças federais, em cooperação com os órgãos estaduais, é de “extrema importância” para garantir a segurança dos eleitores, dos locais de votação e das urnas eletrônicas, desde o transporte até a guarda dos equipamentos.

Segundo o ofício, a revisão do entendimento ocorreu após uma reunião com representantes do TRE-RJ. Embora reafirme que as forças estaduais permanecem aptas a cumprir suas atribuições, o Executivo considera que o reforço federal amplia a segurança e contribui para a regularidade, a integridade e a tranquilidade do processo eleitoral. Nos bastidores, integrantes do governo afirmam que a alteração de posicionamento não está relacionada às recentes investigações sobre a atuação do crime organizado na política fluminense, mas sim a uma medida preventiva.

De acordo com essa avaliação, ao formalizar previamente o pedido à Justiça Eleitoral, o Estado garante a possibilidade de mobilização das tropas federais caso seja necessário durante o período eleitoral. Se mantivesse a negativa inicial, esse apoio não poderia ser solicitado posteriormente. No entanto, a mudança ocorre em meio ao avanço de investigações do Ministério Público sobre a infiltração do crime organizado na política do estado, como a operação contra o deputado estadual Val Ceasa, investigado por suspeita de atuar junto à PM para impedir a demolição de um imóvel do traficante Álvaro Malaquias, o Peixão.

Na decisão judicial relacionada ao caso, o Ministério Público afirmou haver indícios de infiltração da facção Terceiro Comando Puro (TCP) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, cenário semelhante ao apontado anteriormente em investigação envolvendo o ex-deputado TH Joias. Além das eleições municipais de outubro, o Rio de Janeiro ainda aguarda uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a sucessão no governo estadual. O julgamento, previsto para agosto, decidirá se haverá eleição para um governador-tampão em razão da vacância do cargo e o formato do pleito.

Nos bastidores, porém, cresce a avaliação de que uma terceira alternativa pode prevalecer: a permanência de Ricardo Couto no comando do Executivo estadual até o fim do ano, diante do curto prazo para organizar uma eventual eleição direta. Enquanto aguarda a decisão do STF, o governo mantém uma agenda de reestruturação administrativa, com auditorias em contratos públicos, revisão da estrutura da administração estadual e redução do número de secretarias. Também foi renovado o emprego da Força Nacional de Segurança Pública até setembro, com atuação em rodovias federais, no Aeroporto Internacional do Galeão, em grandes eventos e em importantes vias expressas da capital fluminense.