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Governo Federal conclui reajuste de servidores em maio; ganho acumulado chega a 27%

Segunda parcela do aumento e novos valores de auxílio-alimentação entram na folha de abril.

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O funcionalismo público federal recebe, na folha de pagamento de abril (depositada em maio), a segunda e última parcela do reajuste salarial negociado entre 2023 e 2024. A medida abrange 100% das categorias, com percentuais variando conforme a carreira e o cargo, consolidando um ciclo de reestruturação média de 27% acumulados desde o início do atual governo.

Diferente do que ocorreu em 2025, quando o pagamento sofreu atrasos e gerou depósitos retroativos, a implementação deste ano segue o cronograma original. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o pacote de recomposição incluiu o reajuste linear de 9% concedido em 2023 e as correções graduais aplicadas nos últimos dois anos.

Auxílios e Benefícios

Além do salário base, a folha de abril traz o novo valor do auxílio-alimentação, que passa a ser de R$ 1.192,00. Já as atualizações nas assistências pré-escolar e saúde suplementar (planos de saúde) têm um cronograma ligeiramente diferente: os novos valores serão processados na folha de maio, com o crédito em conta previsto para junho.

Foco em 2027 e entraves eleitorais

Com o encerramento do ciclo de reajustes acordado, as entidades de classe já miram o cenário pós-eleitoral. Por ser um ano de pleito, a legislação impede que o governo assuma novas despesas fixas que impactem o fim do mandato, o que “congela” novas possibilidades de aumento para 2026.

“O objetivo agora é garantir que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deve ser enviada em abril, e a Lei Orçamentária Anual (LOA), em agosto, prevejam recursos para novos avanços em 2027”, explica Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Condsef/Fonasefe. Para Rudinei Marques, presidente do Fonacate, a prioridade é evitar a erosão salarial frente à inflação futura.

Pauta de reivindicações e o “fator STF”

A primeira reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) de 2026, ocorrida na última quinta-feira, trouxe avanços tímidos. Embora temas como novas regras para crédito consignado e a Convenção 151 da OIT (que trata do direito de greve) estivessem na pauta, representantes dos servidores demonstraram frustração com a demora no envio do projeto de lei sobre o direito de greve ao Congresso.

No horizonte das negociações, surge uma nova e polêmica frente: o retorno do adicional por tempo de serviço para todo o funcionalismo. A demanda ganhou força após o Supremo Tribunal Federal (STF) validar o pagamento de verbas indenizatórias a membros do Judiciário — os chamados “penduricalhos” — com um teto de 35%. As federações devem formalizar o pedido para que o benefício seja estendido ao Executivo nos próximos dias.