O governo federal alterou a fonte pagadora do repasse destinado às escolas de samba do Rio de Janeiro para o Carnaval de 2026. Um termo de cooperação técnica assinado na última semana pelo Ministério da Cultura e pela Embratur prevê a liberação de R$ 12 milhões às 12 agremiações do Grupo Especial, o equivalente a R$ 1 milhão para cada escola.
O contrato foi firmado pelo secretário-executivo do Ministério da Cultura, Cassius Rosa, e pelo presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT). O novo formato substitui o modelo adotado no ano passado, quando os recursos tiveram como origem o Ministério do Turismo.
Segundo o governo federal, em 2025 o mesmo valor foi transferido às escolas a partir de articulação entre o então ministro do Turismo, Celso Sabino (PP), e o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David. Na ocasião, o repasse ocorreu por meio de um acordo de cooperação técnica com o Sesc e teve divulgação mais discreta.
Para 2026, a decisão de centralizar o aporte no Ministério da Cultura, em parceria com a Embratur, busca associar o Carnaval à promoção cultural e turística do país, reforçando o papel do evento como vitrine internacional do Brasil.
Entre as escolas beneficiadas está a Acadêmicos de Niterói, estreante no Grupo Especial. A agremiação levará para a Marquês de Sapucaí um enredo que homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com foco em sua infância em Pernambuco e na trajetória que o levou de líder operário à Presidência da República.
Fundada há apenas quatro anos, a escola receberá subvenções de diferentes esferas do poder público. Além do repasse federal, contará com recursos do governo do estado do Rio de Janeiro e das prefeituras do Rio e de Niterói.
Repasses do governo estadual e da prefeitura do Rio somam cerca de R$ 2,5 milhões para cada escola do Grupo Especial.






