Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Suspeito de furtar cabos da linha do Trem do Corcovado é preso no Cosme Velho
Rio de Janeiro
Suspeito de furtar cabos da linha do Trem do Corcovado é preso no Cosme Velho
Ticiane Pinheiro confirma mudança para o Rio após acerto com a Globo
Entretenimento
Ticiane Pinheiro confirma mudança para o Rio após acerto com a Globo
Adolescente investigado por estupro coletivo tem internação mantida pela Justiça do Rio
Destaque
Adolescente investigado por estupro coletivo tem internação mantida pela Justiça do Rio
Rio terá programa de tratamento da obesidade com canetas emagrecedoras
Rio de Janeiro
Rio terá programa de tratamento da obesidade com canetas emagrecedoras
Projeto aprovado na Alerj garante intérprete de Libras para pacientes surdos em procedimentos médicos
Política
Projeto aprovado na Alerj garante intérprete de Libras para pacientes surdos em procedimentos médicos
Projeto na Alerj pode reconhecer Parque Lage como patrimônio cultural do estado
Rio de Janeiro
Projeto na Alerj pode reconhecer Parque Lage como patrimônio cultural do estado
Brasil conquista primeira medalha da história nas Paralimpíadas de Inverno
Esportes
Brasil conquista primeira medalha da história nas Paralimpíadas de Inverno

Governo propõe Universidade Federal do Esporte financiada também por apostas

Proposta enviada ao Congresso prevê financiamento híbrido e sede em Brasília

Siga-nos no

O governo federal enviou ao Congresso o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte, idealizada como parte do legado da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, que será sediada no Brasil. A proposta chama atenção por um ponto específico: parte do financiamento da instituição poderá vir da arrecadação de bets e apostas virtuais, repassadas pelo Ministério do Esporte. A medida, considerada inovadora e polêmica, se soma às fontes tradicionais de recursos, como orçamento público, convênios e serviços prestados.

Segundo o projeto, a nova universidade nasce para enfrentar desigualdades históricas do esporte brasileiro — especialmente no futebol feminino, ainda marcado por baixos salários, pouca estrutura e falta de profissionalização. Os números revelam o desafio: apenas 19,2% das atletas têm vínculo profissional e somente 1,2% possui contrato de formação. Mesmo em um ambiente voltado às mulheres, 45% dos trabalhadores são homens.

O texto também aponta problemas de raça e representatividade. De acordo com o governo, 41% das pessoas negras e 31% das indígenas afirmam já ter sido vítimas de racismo no esporte. A ausência de técnicos negros no topo do futebol brasileiro também é citada como sintoma de desigualdade estrutural: embora 57% dos jogadores da elite sejam pretos ou pardos, em 2023 o país não teve nenhum treinador negro na Série A, e apenas 17% dos auxiliares pertenciam a esse grupo.

A Universidade Federal do Esporte terá sede em Brasília e previsão de inauguração em 2027, com oferta inicial de cinco graduações e cinco pós-graduações lato sensu. O plano é ampliar para onze cursos em até quatro anos, atendendo até 3 mil alunos. O governo afirma que não haverá aumento imediato de despesas de pessoal e que a expansão dependerá da disponibilidade orçamentária.

A expectativa do Ministério do Esporte é que a nova instituição funcione como um polo de formação, pesquisa e inovação, capaz de fortalecer políticas inclusivas e dar mais profissionalização ao setor — especialmente para mulheres, pessoas negras e povos originários que enfrentam barreiras históricas no esporte.