O Ministério da Saúde confirmou, nesta quarta-feira (17/12/2025), o primeiro registro da chamada “Gripe K” em território brasileiro. A detecção ocorreu no estado do Pará, após análises laboratoriais identificarem o subclado K da Influenza A (H3N2).
Com o registro, o Brasil passa a integrar o monitoramento da Organização Mundial da Saúde (OMS), que já vinha alertando para a rápida disseminação da variante em diversos países desde agosto.
Apesar do nome, a Gripe K não é causada por um novo vírus. Trata-se de uma mutação genética do vírus H3N2, já conhecido e responsável por surtos de influenza nos últimos anos. A variante já circulava em regiões da Ásia, Europa e América do Norte antes de chegar ao Brasil.
Até o momento, não há indícios de que a Gripe K seja mais grave ou letal do que a gripe comum. Os sintomas permanecem semelhantes aos da influenza tradicional, incluindo febre, dor de cabeça, tosse, dor de garganta, coriza, fadiga e mal-estar.
A principal preocupação das autoridades de saúde está nos grupos de risco, como idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas, que podem evoluir para quadros mais graves, como pneumonia e desidratação. Além do Pará, estados como Amazonas, Tocantins e Santa Catarina registram manutenção ou aumento das internações por Influenza A.
Em relação à vacinação, especialistas explicam que a mutação pode reduzir a capacidade da vacina de impedir a infecção, mas o imunizante continua fundamental para evitar casos graves, internações e mortes. Para pessoas já infectadas, o antiviral oseltamivir segue indicado, especialmente quando administrado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas, sempre com orientação médica.






