Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Presidente do TSE reúne ministros nesta quinta para tratar de IA e deve discutir ação contra Flávio
Política
Presidente do TSE reúne ministros nesta quinta para tratar de IA e deve discutir ação contra Flávio
Quatro são presos em operação contra venda de celulares roubados na Pavuna
Mais Quentes
Quatro são presos em operação contra venda de celulares roubados na Pavuna
Banco Central estuda interligar Pix com sistemas de outros países
Brasil
Banco Central estuda interligar Pix com sistemas de outros países
Buscas por sobreviventes entram no segundo dia após terremoto na Colômbia
Mundo
Buscas por sobreviventes entram no segundo dia após terremoto na Colômbia
Roubos de rua em julho devem atingir menor nível em 22 anos no RJ
Estado
Roubos de rua em julho devem atingir menor nível em 22 anos no RJ
Ingressos para Sapucaí se esgotam rapidamente em mais uma etapa de venda
Carnaval
Ingressos para Sapucaí se esgotam rapidamente em mais uma etapa de venda
Anac promete reforçar fiscalização de voos panorâmicos no Rio
Destaque
Anac promete reforçar fiscalização de voos panorâmicos no Rio
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e visava debate presidencial do 2º turno

Grupo planejava atentados a bomba contra autoridades e prédios públicos, incluindo a sede do Poder Executivo

Siga-nos no

Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), desmantelou uma rede terrorista doméstica que operava na internet. O grupo planejava atentados a bomba contra autoridades e prédios públicos na Capital Federal, incluindo a destruição da sede do Poder Executivo e um ataque coordenado contra o debate presidencial do segundo turno. A operação policial culminou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados diferentes, focando na apreensão de computadores, celulares e mídias digitais. Os alvos são investigados por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista, além de incitação ao crime.

A engrenagem do grupo funcionava por meio de uma estrutura de funil no aplicativo de mensagens Telegram para selecionar e radicalizar os membros. Na base da organização, um grupo geral com mais de 600 integrantes servia para a disseminação em massa de discursos de ódio, misoginia e propaganda neonazista, utilizando inclusive a foto de Adolf Hitler no perfil. Aqueles que demonstravam maior alinhamento ideológico e disposição para a violência extrema eram filtrados e convidados para um subgrupo restrito de 46 pessoas. Nesse ambiente fechado, o foco mudava inteiramente para o planejamento logístico, com o compartilhamento de manuais de coquetéis Molotov, cálculo de custos e dosagem de componentes químicos para a fabricação de explosivos de alto poder destrutivo.

As conversas interceptadas pelas autoridades revelaram que os integrantes, que nunca se encontraram pessoalmente, possuíam materiais detalhados sobre a Esplanada dos Ministérios. O principal objetivo era invadir e explodir o Palácio do Planalto para enviar uma mensagem violenta e antidemocrática ao país. O delegado responsável pelo caso revelou que os criminosos tinham mapas dos ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, chegando a compartilhar a própria planta baixa do Palácio do Planalto para planejar detalhadamente as rotas de entrada e saída. Outro plano central consistia em detonar artefatos no edifício que sediaria o debate presidencial do segundo turno das eleições, visando atingir diretamente os candidatos e desestabilizar o processo democrático.

Essas ações criminosas foram integralmente mapeadas pelo Ciberlab, o laboratório especializado em crimes cibernéticos do Ministério da Justiça. Um detalhe marcante da investigação é que as mensagens de forte cunho misógino propagadas pelo grupo foram monitoradas e compiladas justamente por policiais mulheres que integram a inteligência do laboratório. Apenas no decorrer de 2026, o Ciberlab já produziu 103 relatórios de inteligência que mapearam mais de 50 grupos de ódio distintos na internet brasileira.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, alertou que os planos estavam em estágio avançado de execução e não podem ser minimizados ou normalizados pela sociedade. O ministro declarou que não se tratava de práticas inocentes e que o extremismo ataca diretamente o pluralismo, exigindo vigilância constante de todos os cidadãos democratas. A Polícia Civil agora foca a investigação na perícia técnica dos computadores e celulares apreendidos para identificar o nível de financiamento do grupo e a possível existência de outras células ativas em solo nacional, agindo preventivamente para evitar a concretização dos atentados.