Cinco anos após a morte de Henry Borel, o caso começa a ser julgado pelo Tribunal do Júri da Capital na próxima segunda-feira (23). O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe do menino, Monique Medeiros, são réus pela morte da criança e cumprem prisão preventiva.
O processo apura as circunstâncias da morte da criança, de quatro anos, e deu entrada em um hospital da Barra da Tijuca sem vida e com 23 lesões pelo corpo. O caso aconteceu no dia 8 de março de 2021.
De acordo com o MP, Jairinho causou, de forma consciente, as lesões corporais no menino. Os ferimentos teriam sido a causa única da morte de Henry. Já a mãe, Monique Medeiros, é acusada de omissão no cuidado com o filho.
Apesar da data definida, o início do julgamento ainda é incerto. Nesta quinta-feira (19), os advogados de todas as partes se reuniram com a juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. As defesas dos réus afirmam que não tiveram acesso integral a todas as provas, como o laptop do pai de Henry, Leniel Borel.
Após a reunião, a magistrada decidiu permitir o acesso solicitado. Por outro lado, Leniel Borel, que hoje é vereador do Rio, afirma que a intenção dos réus é protelar ao máximo o julgamento.
O advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz, afirma que é de interesse dos réus que o júri ocorra o mais breve possível. No entanto, ele deixa em aberto a possibilidade de a equipe de advogados não comparecer ao Tribunal, forçando o adiamento.
A babá de Henry, Thayná Oliveira, não foi localizada pelos oficiais de Justiça. Para a defesa de Monique, o depoimento de Thayná é considerado ponto-chave para concentrar apenas em Jairo um perfil violento.
A sessão será aberta com a presença mínima de 15 jurados. Primeiro, são ouvidas as testemunhas de acusação, seguidas pelas de defesa. Em seguida, os acusados são interrogados.
Na sequência, o Ministério Público tem até duas horas e meia para fazer a acusação. Depois, cada defesa tem também duas horas e meia pra falar. Ainda tem a réplica da acusação e a tréplica das defesas, com duas horas cada.
Só depois disso, o júri se reúne para definir se os réus são culpados ou inocentes pelos crimes imputados.






