Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Deputados que deixaram secretarias já retomaram mandatos na Alerj
Política
Deputados que deixaram secretarias já retomaram mandatos na Alerj
Imposto de Renda: site da Receita Federal apresenta problemas técnicos
Brasil
Imposto de Renda: site da Receita Federal apresenta problemas técnicos
Terceira parcela do IPVA 2026 começa a vencer no Rio
Estado
Terceira parcela do IPVA 2026 começa a vencer no Rio
Gás do Povo inicia nova fase e antige de 15 milhões de famílias
Brasil
Gás do Povo inicia nova fase e antige de 15 milhões de famílias
Prefeitura homologa licitação de expansão do Parque Realengo Susana Naspolini
Rio de Janeiro
Prefeitura homologa licitação de expansão do Parque Realengo Susana Naspolini
Campanha Março Azul-Marinho alerta para prevenção e diagnóstico precoce do câncer de intestino
Saúde
Campanha Março Azul-Marinho alerta para prevenção e diagnóstico precoce do câncer de intestino
Comida di Buteco 2026 começa em 10 de abril no Rio com mais de 150 bares participantes
Cultura
Comida di Buteco 2026 começa em 10 de abril no Rio com mais de 150 bares participantes

Defesa de Jairinho abandona plenário, julgamento é adiado e Monique Medeiros será solta

Nova julgamento não tem data definida

Siga-nos no

reprodução

A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, um dos réus pela morte do menino Henry Borel, abandonou o júri na manhã desta segunda-feira (23), no 1º dia do julgamento do caso. Com a manobra, a sessão foi adiada inicialmente para 22 de junho — mas, como cairia na Copa do Mundo, uma nova data será informada.

A prisão de Monique Medeiros, a outra ré, foi relaxada por excesso de prazo, e um alvará de soltura foi expedido.

A juíza Elizabeth Machado Louro abriu os trabalhos às 10h35 com o sorteio dos jurados — 6 mulheres e 1 homem— e leu a denúncia. Nesse momento, os advogados de Jairinho solicitaram o adiamento do processo, alegando problemas no acesso a provas. A magistrada indeferiu o pedido.

Na sequência, os 5 defensores de Jairinho presentes no plenário manifestaram o desejo de abandonar o júri, o que, na prática, inviabilizaria o julgamento — uma vez que um réu não pode ficar sem defesa.

Elizabeth, então, dispensou os jurados e determinou a nova data, 22 de junho, para a retomada do julgamento

Críticas à manobra
A magistrada considerou a manobra “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.

Segundo Elizabeth, a conduta da defesa de Jairinho “feriu um princípio que norteia as sessões de julgamento, os acusados e a família das vítimas”.

“Tenho que a conduta dos advogados, ainda que motivada por inconformismo, molda-se muito mais ao que é um abandono processual. Declaro como ato atentatório contra a dignidade da Justiça”, declarou.
A juíza condenou a banca de Jairinho a ressarcir todos os custos do julgamento desta segunda, incluindo deslocamento de servidores, hospedagem dos jurados e alimentação de todos os envolvidos.

Elizabeth também determinou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) considere “sanções ético-disciplinares” contra os defensores de Jairinho.