O Hospital Geral de Nova Iguaçu realizou a primeira captação de coração de 2026 após a autorização da família de um jovem de 26 anos, vítima de atropelamento com morte encefálica. A decisão também permitiu a doação de fígado, rins, pâncreas e córneas, podendo beneficiar até sete pessoas.
Apesar do procedimento, o hospital registra queda nas doações. Entre janeiro e março, foram 18 notificações de possíveis doadores, mas as autorizações familiares caíram de nove para sete, e as doações efetivadas passaram de oito para cinco — redução de 37,5%.
Segundo o secretário de Saúde, Luiz Carlos Nobre Cavalcanti, a autorização da família é essencial para que o processo aconteça.
“É um gesto que salva vidas e depende de uma decisão consciente, mesmo em um momento de dor”, destacou.
A captação de coração exige rapidez e integração entre equipes, já que o transplante precisa ocorrer em até quatro horas. O processo é coordenado pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, com apoio do RJ Transplantes, responsável pela distribuição dos órgãos.






