O esporte brasileiro escreveu, neste sábado (14), o capítulo mais importante de sua história nos esportes de neve. Lucas Pinheiro Braathen sagrou-se campeão olímpico de esqui alpino nos Jogos de Milão-Cortina 2026. Ao cravar o melhor tempo somado nas duas descidas do slalom gigante, o atleta garantiu a inédita medalha de ouro para o Brasil, tornando-se o primeiro sul-americano a subir no topo do pódio em uma edição de Inverno.
O domínio na montanha
A vitória começou a ser desenhada logo na primeira bateria. Braathen foi o primeiro esquiador a descer a montanha e estabeleceu a marca de 1min13s92. O tempo foi suficiente para deixá-lo à frente do então favorito e atual campeão olímpico, o suíço Marco Odermatt, colocando pressão sobre os adversários.
Na segunda etapa, o percurso apresentou-se mais veloz e técnico. Demonstrando controle e agressividade, o brasileiro não deu chances aos rivais e completou a prova em 1min11s08. Na somatória das descidas, Lucas confirmou o título e a medalha dourada.
Quebra de recorde e legado
A conquista de Braathen encerra um longo hiato de resultados expressivos do Brasil no cenário de inverno. Até hoje, o melhor desempenho do país pertencia a Isabel Clark, que alcançou o 9º lugar no snowboard cross durante os Jogos de Turim, em 2006.
Nascido na Noruega e filho de mãe brasileira, Lucas optou por representar as cores do Brasil em 2024, após um período de afastamento das competições. Sua vitória em solo italiano não apenas coroa sua trajetória pessoal, mas coloca o país definitivamente no mapa da elite mundial do esqui alpino.






