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Homem apontado como mandante da invasão ao Hospital Pedro II é encontrado morto

Grupo ligado à milícia invadiu o local em busca de Lucas Fernandes de Sousa, que recebia tratamento após sofrer uma tentativa de homicídio

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Reprodução

O homem que coordenou a invasão ao Hospital Municipal Pedro II, na madrugada da última quinta-feira (18/09), foi encontrado morto a tiros no final da noite desta sexta-feira (19/09). Segundo a Polícia Civil, o corpo de Erlan Oliveira de Araújo, conhecido como “Orelha”, foi encontrado por volta das 23h20 no bairro de Paciência, Zona Oeste do Rio. No local, foi apreendido um colete da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), que investiga as milícias cariocas.

A polícia suspeita que a morte tenha sido uma retaliação pela repercussão do caso. Embora não tivesse sido identificado no local do crime, Erlan estava sendo investigado como coordenador da invasão ao hospital e autor da tentativa de homicídio contra Lucas Fernandes de Sousa, conhecido como “Japa”, que estava internado e era buscado pelos criminosos.

Na madrugada de quinta (18/08), oito homens encapuzados e armados com fuzis e pistolas invadiram o hospital em Santa Cruz em busca de Lucas, a fim de matá-lo. Ele havia dado entrada no local na tarde de quarta-feira (17), com quatro perfurações na região do abdômen, após ser baleado e sofrer outras lesões em uma tentativa de homicídio. Os bandidos renderam seguranças e seguiram até o centro cirúrgico em busca do paciente, mas ele já havia sido transferido para a enfermaria.

Segundo a Secretaria de Segurança do Rio, um policial militar teria solicitado reforço na unidade quando o homem chegou ao hospital, mas não se sabe alguma equipe chegou a permanecer no local entre a entrada de Lucas e a chegada dos invasores. De acordo com a Polícia Civil, o homem estava sem condições de prestar depoimento. A ação criminosa interrompeu o funcionamento da unidade e provocou momentos de pânico entre médicos, pacientes e funcionários.

Morador de Paciência, Lucas é ex-praça do Exército Brasileiro. Ele e um comparsa foram presos em 2019 por integrar a milícia da região. Na época, eles cobravam de comerciantes entre R$ 20 e R$ 80 semanalmente a título de “taxa de segurança”, além de vender serviços irregulares de TV a cabo, fazer transporte irregular e promover jogos de azar. Hoje, “Japa” cumpre pena em liberdade condicional.

Erlan era apontado como integrante da milícia e também foi preso, em flagrante, em 2017. Na ocasião, policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense o apreenderam com uma arma de choque, um coldre e uma pistola.