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Hospitais do Rio avaliam descredenciamento coletivo da Unimed Ferj e cobram intervenção da ANS

Assembleia com 107 unidades aponta risco de suspensão do atendimento em até 30 dias diante de crise financeira da operadora

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Reprodução

A Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj) reuniu, nesta terça-feira, representantes de 107 hospitais e clínicas em assembleia para deliberar sobre o futuro da relação com a Unimed Ferj. O grupo sinalizou pelo descredenciamento coletivo, medida que pode resultar na suspensão do atendimento aos beneficiários em até 30 dias, desde que sejam cumpridas as notificações ao Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), à Agência Nacional de Saúde Suplementar e às secretarias municipal e estadual de Saúde.

Segundo a entidade, a cooperativa enfrenta grave crise financeira e acumularia débitos superiores a R$ 2 bilhões com a rede hospitalar, montante contestado pela operadora. Diante do impasse, os hospitais aprovaram encaminhar pedido à ANS para que promova uma intervenção administrativa capaz de garantir pagamentos e a continuidade assistencial. Caso isso não ocorra, defendem a liquidação do plano como saída para proteger usuários e prestadores.

Histórico de suspensões amplia incerteza para usuários

A movimentação da Aherj ocorre após uma sequência de rompimentos ao longo de 2025. Em fevereiro, a Rede D’Or deixou de aceitar pacientes da Unimed Ferj. Meses depois, em setembro, unidades da Rede Américas – como Pró-Cardíaco, Vitória, São Lucas e Santa Lúcia – interromperam a cobertura para a chamada rede especial, que engloba os planos Delta, Plus, Safira e Unipart Especial.

No mesmo período, 13 hospitais da Rede Casa e do Grupo Prontobaby também anunciaram paralisação de atendimentos por falta de repasses. As decisões elevaram a pressão sobre a ANS, responsável por fiscalizar o setor de saúde suplementar e mediar conflitos entre operadoras e prestadores, sobretudo quando há risco de desassistência em larga escala.

Acordos recentes não dissipam temor de descredenciamento

No início de dezembro, a Unimed do Brasil, que passou a gerir a carteira de usuários da Ferj, divulgou acordo com seis redes hospitalares e laboratoriais para “normalizar e expandir o atendimento”. A lista contemplou justamente o Prontobaby, a Rede Américas e a Oncoclínicas, que haviam suspendido serviços por inadimplência.

Apesar do anúncio, dirigentes da Aherj afirmam que os compromissos foram insuficientes para recompor o fluxo financeiro e restabelecer a confiança. Para a associação, sem uma solução estrutural, o sistema continuará sujeito a novos descredenciamentos, prejudicando milhares de famílias que dependem do plano para urgências, cirurgias e tratamentos oncológicos.