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Hospital Geral de Nova Iguaçu realiza captação rara de múltiplos órgãos para transplante

O HGNI é um dos hospitais que mais realizam captações no estado do Rio de Janeiro.

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O Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) realizou, na última quarta-feira (2/07), uma cirurgia de captação de rins, fígado e coração, cuja doação é menos frequente devido à complexidade. O procedimento contou com a participação de três equipes de diferentes especialidades e teve duração de duas horas. Todos os órgãos foram destinados a pacientes cadastrados no Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Ao todo, quatro pessoas serão beneficiadas com os órgãos doados.

A doadora foi uma jovem de 18 anos, estudante de enfermagem, vítima de acidente de trânsito. Sua escolha pela área da saúde sempre foi motivada pelo desejo de ajudar o próximo, tendo, inclusive, o sonho de se tornar médica. Com isso em mente, a família autorizou a doação no momento da entrevista com a equipe do hospital.

“A doação de órgãos representa a chance de recomeço para quem aguarda um transplante, e o HGNI conta com equipe preparada para acolher as famílias e conduzir todo o processo de forma responsável”, afirmou o secretário municipal de Saúde de Nova Iguaçu, Luiz Carlos Nobre Cavalcanti.

Referência no atendimento de trauma e alta complexidade, o HGNI é um dos hospitais que mais realizam captações no estado do Rio de Janeiro. Até maio de 2025, foram notificadas 46 mortes encefálicas na unidade, com 19 doações efetivadas. Em muitos casos, a captação não ocorre por falta de autorização familiar em tempo hábil.

“A doação de órgãos tem o poder de transformar vidas, e o HGNI tem sido protagonista nesse processo no estado do Rio de Janeiro. Estamos entre os primeiros colocados em número de notificações, doações e captações, resultado de um trabalho comprometido da nossa equipe. É um esforço contínuo que salva vidas, dá esperança às famílias e reafirma nosso papel como referência na área”, destaca Ulisses Melo, diretor-geral do HGNI.

A unidade conta com uma Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), responsável por conduzir os protocolos desde o diagnóstico de morte encefálica até o encaminhamento dos órgãos, seguindo critérios técnicos e legais.

“Nosso compromisso é com a promoção da vida por meio da doação de órgãos e tecidos. Nosso trabalho diário é pautado na humanização do atendimento, no acolhimento das famílias enlutadas e na valorização do ato solidário que salva vidas. Acreditamos que cada decisão consciente e generosa de doar representa esperança para quem aguarda um transplante, além de representar um gesto nobre de amor ao próximo. Seguimos atuando com ética, respeito e responsabilidade para transformar a dor em vida e luto em solidariedade.”, destacou a médica Roberta Carvalho, coordenadora do CIHDOTT.

Para ser um doador de órgãos, o mais importante é comunicar sua vontade à família. Não é necessário registrar essa decisão em cartório ou em documentos oficiais. Basta que seus familiares saibam do seu desejo e concordem com a doação de órgãos e tecidos no momento oportuno.