As três pessoas que morreram na queda de um helicóptero na manhã deste sábado (17), em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foram identificadas como dois militares e um instrutor de voo civil. A aeronave caiu em uma área de mata, e as causas do acidente ainda serão investigadas pelos órgãos competentes.
As vítimas são Sérgio Nunes Miranda, major da Força Aérea Brasileira (FAB); Lucas Silva Souza, capitão do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ); e Diego Dantas Lima Morais, instrutor de voo. Segundo informações iniciais, o helicóptero era um Robinson R44 II, de prefixo PS-GJS.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a queda ocorreu em uma área de mata na altura da Avenida Levy Neves, esquina com a Rua Tasso da Silveira. A corporação informou que foi acionada às 9h55, após pessoas que estavam na região procurarem ajuda para relatar o acidente.
Testemunhas relataram que o helicóptero havia decolado do Helimar, no Recreio dos Bandeirantes, e passado pelo Clube Céu, em Sepetiba, onde teria ocorrido uma troca de pilotos. Em seguida, a aeronave voltou a decolar, realizou manobras conhecidas como circuito e, pouco depois, desapareceu da área visível.

O capitão do Corpo de Bombeiros Lucas Silva Souza estava pilotando a aeronave no momento do acidente. Ele havia completado cinco anos como capitão da corporação em dezembro.
Em julho do ano passado, um artigo científico sobre segurança jurídica na tomada de decisão em missões aeromédicas, produzido por ele, ficou em terceiro lugar no Congresso Aeromédico (CONAER 2025).
O major da FAB Sérgio Nunes Miranda também estava a bordo. Nas redes sociais, onde reunia mais de 30 mil seguidores, ele publicava conteúdos sobre aviação e sobre o Projeto Semeando o Amanhã, ONG da qual era coordenador e que atua com crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social da Comunidade do Guarda, no Rio.
O único civil entre os mortos era o instrutor de voo Diego Dantas Lima Morais, que, segundo a investigação, atuava como instrutor na atividade realizada no dia do acidente.
Investigação
Segundo a polícia, os pilotos que morreram na queda do realizavam um voo de instrução para familiarização com o modelo da aeronave.
A aeronave era um Robinson R44 II, de prefixo PS-GJS, que pertencia a Diogo Stasiak e era usada para voos panorâmicos. De acordo com a investigação, o helicóptero havia passado recentemente por manutenção e estava com a documentação regular, conforme informou o Cenipa.
Segundo a delegada responsável pelo caso, o voo tinha caráter técnico e não comercial.
As causas da queda ainda serão determinadas a partir do laudo técnico do Cenipa, que vai analisar, entre outros pontos, o motor, a cauda e o sistema de rotores da aeronave.






