Com o crescente espaço e a força que veem ganhando espaço no marketing nas redes sociais, os influenciadores digitais estão na mira das autoridades neste ano, por conta das eleições que irão acontecer no domingo, 04 de outubro e com isso eles vão enfrentar restrições quando o assunto é campanha eleitoral.
Pela legislação, criadores de conteúdo não podem ser contratados nem receber pagamento para promover candidatos. Publicações patrocinadas pedindo votos também são proibidas. Eles podem manifestar apoio ou críticas, desde que de forma espontânea, como cidadãos, sem vínculo com partidos ou campanhas. Mesmo nesses casos, o conteúdo não pode ser impulsionado nem gerar monetização.
A lei permite impulsionamento apenas por candidatos, partidos e coligações, por meio de perfis oficiais. Esse tipo de ferramenta consiste no pagamento a plataformas como Instagram, TikTok e Facebook para ampliar o alcance de publicações.
Desafios nas eleições
O cenário cria desafios tanto para campanhas, que tentam engajar influenciadores de forma orgânica, quanto para a Justiça Eleitoral, que precisa coibir propaganda irregular disfarçada. Especialistas apontam a existência de uma “zona cinzenta” na fiscalização desse tipo de prática.
Quando há irregularidades, candidatos e partidos podem sofrer punições como multas, retirada de conteúdo e até cassação. Influenciadores também podem ser penalizados e responder criminalmente, especialmente em casos de desinformação.
Fiscalização
A fiscalização vai além dos perfis pessoais e alcança páginas de grande alcance, como as de memes e entretenimento. Isso porque, pela lei, empresas — incluindo perfis que operam como negócios — não podem participar de campanhas eleitorais nem financiar candidaturas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que tem investido em ações de orientação ao eleitor e combate à desinformação, incluindo campanhas educativas e parcerias com plataformas digitais.
Campanhas
Outro desafio é o uso de agências de marketing para intermediar campanhas com influenciadores, o que pode dificultar a identificação de responsáveis por conteúdos irregulares.
Nas redes sociais, candidatos podem divulgar e impulsionar conteúdos, desde que respeitem as regras e não utilizem essas ferramentas para atacar adversários. A disputa eleitoral no ambiente digital se intensificou nos últimos anos, com estratégias cada vez mais segmentadas.
Especialistas destacam que o foco deixou de ser apenas alcance e passou a incluir o uso de dados para direcionar mensagens a públicos específicos. Nesse contexto, influenciadores — especialmente os de menor alcance, mas com alta interação — ganham relevância.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com desinformação e uso de inteligência artificial. A legislação permite o uso de IA em campanhas, desde que isso seja informado ao público. Já conteúdos manipulados, como deepfakes, são proibidos.
Apesar das mudanças tecnológicas, especialistas afirmam que o principal em uma campanha continua sendo a definição de estratégia, mensagem e posicionamento.






