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Investigação de perseguição contra secretário do Rio é transferida para a Delegacia de Homicídios

Polícia deixa de tratar episódio apenas como tentativa de roubo e passa a apurar possível atentado contra João Pires.

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reprodução Youtube

A Polícia Civil transferiu para a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) a investigação da perseguição contra o secretário municipal de Defesa do Consumidor, João Pires, que relatou ter sido seguido por criminosos com fuzis na Rodovia Amaral Peixoto, na madrugada desta terça-feira (17).

A mudança ocorre após o surgimento de informações de que o secretário vinha sofrendo ameaças, o que levou a corporação a ampliar a linha de investigação para possível atentado contra a vida de um agente público.

Segundo a Polícia Civil, a DH é uma unidade especializada em casos complexos e a investigação segue em andamento.

O caso havia sido registrado inicialmente na 75ª DP (Rio do Ouro) como tentativa de roubo de veículo.

Relato de perseguição com fuzis
João Pires se pronunciou nesta terça-feira pela primeira vez após o episódio. Ele afirmou que seguia para Maricá quando percebeu que estava sendo acompanhado por outro carro. De acordo com ele, criminosos abriram as portas do veículo e apontaram dois fuzis em sua direção. “Não tinha dúvida de que o alvo era eu. Não era o único carro, a pista estava movimentada”, declarou o secretário, ao relatar a perseguição.

Aos 27 anos, Pires disse que dirigia sozinho, em um carro blindado, quando percebeu a aproximação suspeita de outro veículo. Segundo ele, a ação foi rápida e violenta.

O secretário descreveu com precisão o momento mais tenso da ocorrência. Segundo seu relato, os criminosos abriram as portas do carro e imediatamente fizeram a abordagem armada. “Um carro emparelha com o meu carro, abre as duas portas do lado do carona e apontam dois fuzis para o meu carro. A primeira reação que tive, por estar num carro blindado, foi acelerar”, contou.

O secretário disse que acelerou o carro — que é blindado — e foi perseguido por cerca de dois quilômetros.

Na tentativa de escapar, ele entrou em um posto de combustíveis ao avistar uma viatura policial, mas acabou colidindo com um carro estacionado ao perder o controle da direção. Ninguém ficou ferido.

Os criminosos não efetuaram disparos e fugiram.

Ameaças e reforço na segurança

O prefeito Eduardo Paes já havia classificado o episódio como atentado e afirmou que João Pires sofre ameaças recorrentes em razão da atuação contra irregularidades no setor de combustíveis.

Após a transferência do caso, a segurança do secretário foi reforçada.

Segundo a prefeitura, Pires já utilizava carro blindado e contava com medidas de proteção devido ao risco associado à função.

A Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese e trabalha para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.