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Investigação descarta frenagem de van e apura falha mecânica em atropelamento em Ipanema

Polícia Civil investiga ausência de marcas em acidente que matou Mariana Tanaka Abdul Hak, filha de diplomatas

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reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro intensificou as investigações sobre o atropelamento que matou Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, na Zona Sul da capital fluminense. Novas imagens de câmeras de segurança e laudos periciais estão sendo analisados para esclarecer as circunstâncias do acidente ocorrido no último dia 16, em Ipanema.

De acordo com os investigadores, não foram encontradas marcas de frenagem na pista, o que levanta dúvidas sobre a versão apresentada pelo motorista da van envolvida no atropelamento. Em depoimento, ele afirmou ter tentado parar o veículo “de toda forma”, mas alegou que a direção travou devido a uma suposta falha mecânica.

Mariana caminhava pela calçada ao lado da mãe quando foi atingida pela van desgovernada. O acidente aconteceu na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Vinicius de Moraes, uma das áreas mais movimentadas do bairro.

Segundo a delegada Thaianne Barbosa de Moraes, responsável pelo caso, a análise técnica do veículo será decisiva para determinar o que provocou o atropelamento.

A investigação busca identificar se houve falha mecânica, erro humano ou qualquer outro fator que tenha contribuído para a tragédia. A ausência de sinais de frenagem passou a ser um dos principais pontos observados pelos peritos.

A polícia aguarda exames complementares para concluir o inquérito e definir eventuais responsabilidades no caso.

A delegada ressaltou que ainda é cedo para apontar culpados antes da finalização das análises periciais.

O motorista da van também foi submetido a exames toxicológicos e de alcoolemia, que tiveram resultado negativo para consumo de álcool e drogas, segundo a investigação.

Imagens mostram momento do atropelamento
Vídeos obtidos pelos investigadores registraram o momento em que Mariana, a mãe e um terceiro pedestre caminhavam pela calçada antes de serem atingidos pelo veículo.

As gravações também mostram a violência do impacto e a destruição da parte dianteira da van. Moradores e pedestres que estavam próximos tentaram socorrer as vítimas até a chegada do Corpo de Bombeiros.

Mariana havia chegado recentemente ao Rio de Janeiro, onde pretendia iniciar uma nova fase profissional em uma multinacional.

A jovem era filha de Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para temas de paz e segurança, e de Ana Patrícia Neves Abdul Hak, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires.

A mãe de Mariana e outro pedestre ferido foram levados para o Hospital Municipal Miguel Couto. Ambos receberam atendimento médico e tiveram alta posteriormente.

Sepultamento ocorreu em São Paulo
O corpo de Mariana Tanaka Abdul Hak foi sepultado na última quinta-feira (21), em São Paulo, sob forte comoção de familiares e amigos.

Enquanto isso, a Polícia Civil segue reunindo provas e imagens para reconstruir os últimos momentos antes do atropelamento. A expectativa é de que o laudo pericial do veículo seja determinante para confirmar ou descartar a hipótese de falha mecânica apresentada pelo motorista.

As investigações continuam em andamento e a polícia ainda não definiu se haverá indiciamento do condutor da van.