As investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devem continuar no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a notícia de que ele teria deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos. O parlamentar é alvo de dois procedimentos criminais que tramitam na Corte.
Uma das investigações apura a suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e negócios relacionados a empresas de apostas on-line. O nome de Flávio apareceu durante as apurações, após uma secretária de Tomaz mencionar ao advogado o cancelamento de uma conta ligada à empresa Alcazar Holdings, sediada em Portugal e investigada pela Polícia Federal.
O senador também é investigado por possíveis irregularidades nos pagamentos destinados ao filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação começou após a divulgação de conversas em que Flávio teria pedido recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção. O parlamentar negou ter combinado qualquer vantagem indevida e afirmou que os recursos eram privados.
Flávio mantém o mandato de senador até 1º de fevereiro. Segundo o entendimento atual do STF, a Corte pode continuar responsável por investigações e julgamentos de ex-parlamentares quando os crimes apurados estiverem relacionados ao exercício do cargo público, mesmo após o fim do mandato.
A possível saída do senador do país também está sob apuração. Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes determinou que ele entregasse os passaportes e proibiu sua saída do território brasileiro. O prazo para entregar os documentos terminou na manhã desta terça-feira (27), mas eles não foram apresentados e acabaram cancelados pela Polícia Federal.
Até o momento, as informações sobre a chegada de Flávio aos Estados Unidos foram divulgadas por veículos de imprensa e por pessoas que afirmam ter conhecimento do caso, mas ainda não havia confirmação oficial de sua entrada no país.








