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Investigações de crimes envolvendo policiais civis no RJ diminuíram pela metade em 10 anos

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Imagem: Reprodução

O número de processos administrativos disciplinares (PADs) instaurados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro para investigar irregularidades cometidas por seus agentes diminuiu drasticamente em pouco mais de uma década, conforme revelam documentos obtidos pelo site g1 por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Essa queda na quantidade de PADs também teve como consequência uma redução nas demissões de agentes desde o ano de 2010. Os processos abordam uma ampla gama de investigações, incluindo casos de extorsão, falsificação de documentos, concussão, estelionato, receptação, homicídio, enriquecimento ilícito, latrocínio e conexões com a milícia e o jogo do bicho.

Alguns dos policiais que estão sob investigação incluem figuras proeminentes como o ex-secretário da pasta Allan Turnowski, o delegado Maurício Demetrio, o delegado Marcos Cipriano e a delegada Adriana Belém (veja abaixo os motivos de suas investigações). O site g1 apurou que esses processos, que têm potencial para resultar em expulsão, estão progredindo de forma bastante lenta. A Corregedoria informou que “a quantidade de punição não tem relação com a eficiência do trabalho desempenhado e menos ainda com a qualidade do resultado final”.

Entre os anos de 2010 e 2022, foram abertos 1.097 inquéritos policiais contra agentes da Polícia Civil. Em 2010, foram instaurados 121 PADs, enquanto 12 anos depois, em 2022, esse número caiu para 59, representando uma diminuição de 51%.

O ano com o maior número de procedimentos contra policiais civis foi 2011, durante a gestão do então governador Sérgio Cabral, com 169 PADs. O recorde negativo ocorreu em 2020, sob o governo de Cláudio Castro, com apenas 38 processos.

Com a diminuição dos PADs, houve também uma redução nas punições, que variam desde afastamentos temporários (com ou sem remuneração) até demissões. Em 2011, dos 169 inquéritos, a Corregedoria Interna da Polícia Civil suspendeu 91 agentes e demitiu 28. Em contraste, em 2020, houve apenas 15 afastamentos e 3 demissões. Os documentos revelam ainda que desde 2012, existem 107 PADs parados na Corregedoria Interna.