Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Lula defende mudança no modelo de indicação de ministros do STF
Brasil
Lula defende mudança no modelo de indicação de ministros do STF
Deputados reagem a críticas contra a Alerj e defendem responsabilização individual
Política
Deputados reagem a críticas contra a Alerj e defendem responsabilização individual
Fim da escala 6×1 pode ser votado no Senado na próxima semana
Brasil
Fim da escala 6×1 pode ser votado no Senado na próxima semana
Operação Desmonte interdita quatro ferros-velhos na Estrada do Catonho
Rio de Janeiro
Operação Desmonte interdita quatro ferros-velhos na Estrada do Catonho
Douglas Ruas acompanha no TSE recurso de Garotinho que pode definir eleição no primeiro turno
Política
Douglas Ruas acompanha no TSE recurso de Garotinho que pode definir eleição no primeiro turno
Casal é preso suspeito de matar filho recém-nascido de 16 dias
Rio de Janeiro
Casal é preso suspeito de matar filho recém-nascido de 16 dias
Ricardo Couto liga para Douglas Ruas e Eduardo Paes e oferece apoio à transição
Política
Ricardo Couto liga para Douglas Ruas e Eduardo Paes e oferece apoio à transição
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Iphan determina tombamento provisório de antigo centro de tortura da ditadura na Tijuca

Prédio do antigo DOI-Codi, na Zona Norte do Rio, é apontado como símbolo da repressão militar e palco de graves violações de direitos humanos

Siga-nos no

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional determinou o tombamento provisório do imóvel que abrigou o antigo DOI-Codi durante a ditadura militar, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.

O prédio fica nos fundos do 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Rua Barão de Mesquita, e foi utilizado entre as décadas de 1960 e 1980 como centro de repressão política, prisões clandestinas e torturas praticadas pelo regime militar brasileiro.

Entre as vítimas que passaram pelo local está o ex-deputado Rubens Paiva, cuja trajetória inspirou o filme Ainda Estou Aqui.

O pedido de tombamento foi apresentado em 2013 pelo Ministério Público Federal, que defende a preservação do imóvel como parte das políticas de memória e justiça de transição. Segundo o órgão, o espaço representa um importante registro histórico das violações de direitos humanos cometidas pelo Estado durante o período militar.

As investigações apontam que o prédio passou por alterações arquitetônicas para facilitar a prática de crimes. Entre as modificações identificadas estão acessos exclusivos para entrada de presos sem registro oficial e celas adaptadas para isolamento e tortura, como a conhecida cela “Maracanã”.

Relatos de ex-presos políticos descrevem práticas recorrentes de tortura no local, incluindo choques elétricos, afogamentos, agressões físicas e o uso do chamado pau de arara. Segundo os depoimentos, muitos detidos sofreram sequelas permanentes e, em alguns casos, morreram em decorrência das sessões de violência.

De acordo com documentos reunidos pelas investigações, militares que atuaram na unidade admitiram que prisões e interrogatórios eram frequentemente realizados sem mandados judiciais e por meio de ordens verbais, reforçando o caráter clandestino das operações conduzidas no DOI-Codi.