A apenas dez dias da estreia da seleção iraniana na Copa do Mundo, o clima que envolve a participação do país no torneio é de intensas tensões diplomáticas e militares. Embora os jogadores do Irã tenham recebido a autorização legal para ingressar em território americano, o governo de Teerã denunciou publicamente, neste sábado (6), o que chamou de “tratamento discriminatório” por parte de Washington. A forte queixa decorre da recusa do governo dos Estados Unidos em emitir vistos de entrada para diversos membros da comissão técnica e da diretoria da equipe.
A manifestação oficial do Irã surgiu como uma reação direta e imediata ao comunicado emitido pelo embaixador dos EUA na Turquia, Tom Barrack. O diplomata havia anunciado previamente que os atletas e a “comissão técnica necessária” para a disputa já estavam com os vistos devidamente concedidos.
Por sua vez, a Casa Branca confirmou formalmente, na sexta-feira (5), a liberação dos documentos para os jogadores. Contudo, a embaixada do Irã na Turquia reagiu de forma incisiva, classificando o veto ao restante da delegação como “o mais alto nível de discriminação intencional” contra a nação. O impasse joga ainda mais pressão sobre o ambiente esportivo do torneio.










