O Oriente Médio voltou a entrar em estado de alerta neste sábado (20) após o Irã anunciar um novo fechamento do Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. A medida foi divulgada pelo comando militar iraniano poucas horas depois de ataques aéreos israelenses no Líbano deixarem ao menos 16 mortos.
Segundo o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o bloqueio foi adotado em resposta ao que Teerã classificou como descumprimento do acordo de cessar-fogo por parte de Israel e dos Estados Unidos. Em comunicado, as autoridades iranianas afirmaram que o fechamento representa apenas o “primeiro passo” de uma reação que poderá incluir novas medidas caso os ataques continuem.
Apesar do anúncio iraniano, autoridades americanas colocaram em dúvida a efetividade da medida. O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, declarou que não há evidências de interrupção do tráfego marítimo na região.
A divergência amplia a incerteza sobre a situação do estreito, considerado uma das principais artérias do comércio global de energia. Grande parte do petróleo exportado pelos países do Golfo passa pela passagem marítima, tornando qualquer ameaça de bloqueio um fator de preocupação para os mercados internacionais.
O anúncio de Teerã ocorreu após uma nova escalada militar no Líbano. Segundo autoridades libanesas, bombardeios israelenses atingiram diversas localidades no sul do país e no Vale do Bekaa, áreas onde o Hezbollah mantém forte presença.
Entre os ataques mais letais está o que atingiu uma residência na cidade de Barish, provocando a morte de um casal e de seus dois filhos. O Exército libanês também informou a morte de um militar durante uma ofensiva na região de Nabatieh.
Ao todo, a Defesa Civil do Líbano contabilizou 16 mortos nas ações realizadas durante a noite.










