Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
PF prende mulher com 2,8 kg de cocaína líquida no Aeroporto do Galeão
Rio de Janeiro
PF prende mulher com 2,8 kg de cocaína líquida no Aeroporto do Galeão
Palacete do Parque Lage tem reabertura prevista para abril de 2027
Cultura
Palacete do Parque Lage tem reabertura prevista para abril de 2027
Câmara instala comissão para debater Redução da Maioridade Penal
Política
Câmara instala comissão para debater Redução da Maioridade Penal
Anvisa proíbe venda e uso de 12 produtos de limpeza irregulare
Brasil
Anvisa proíbe venda e uso de 12 produtos de limpeza irregulare
Dona de clínica de estética é presa após mais de 20 pacientes relatarem sequelas
Baixada Fluminense
Dona de clínica de estética é presa após mais de 20 pacientes relatarem sequelas
Thiago Rangel renuncia ao mandato na Alerj para focar em Defesa no STF
Política
Thiago Rangel renuncia ao mandato na Alerj para focar em Defesa no STF
Botafogo comemora 122 anos e recebe homenagem dos jogadores antes de decisão na Sul-Americana
Esportes
Botafogo comemora 122 anos e recebe homenagem dos jogadores antes de decisão na Sul-Americana
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Jovens suspeitos da morte do cão Orelha retornam ao Brasil após viagem aos EUA

Polícia Civil investiga ato infracional e apura possível coação de testemunha por familiares dos adolescentes

Siga-nos no

Reprodução

Os dois adolescentes investigados por suspeita de envolvimento na morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, já estão de volta ao Brasil após uma viagem aos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Santa Catarina nesta quinta-feira (29). O caso ganhou repercussão nacional após a morte do animal, que era conhecido e cuidado por moradores e comerciantes da Praia Brava, no Norte da Ilha.

Segundo a investigação, os jovens deixaram o país depois do episódio, mas a viagem teria sido “pré-programada”. Por se tratar de menores de 18 anos, os nomes, idades e a localização dos adolescentes não foram revelados, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina sigilo absoluto em procedimentos dessa natureza, informa o g1.

Investigação corre sob sigilo

O auto de apuração de ato infracional foi instaurado pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE). Até o momento, não há data definida para que os adolescentes sejam ouvidos formalmente pela polícia. A delegada responsável pelo caso destacou que as diligências continuam em andamento e que novas oitivas ainda devem ocorrer.

Paralelamente, a Polícia Civil indiciou três adultos — dois pais e um tio dos adolescentes — sob suspeita de coagir uma testemunha durante as investigações. A vítima seria um vigilante de um condomínio da região, que, segundo os investigadores, teria uma fotografia capaz de ajudar no esclarecimento do crime.

O que aconteceu com o cão Orelha

De acordo com a Polícia Civil, o cão Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, uma das áreas mais valorizadas de Florianópolis. Pessoas que estavam no local encontraram o animal ferido e em estado grave, agonizando, e o levaram imediatamente a uma clínica veterinária.

Apesar do atendimento, Orelha não resistiu. No dia seguinte, 5 de janeiro, os veterinários optaram pela eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Exames periciais apontaram que o cão sofreu um golpe na cabeça com um objeto contundente, sem ponta ou lâmina. O instrumento usado na agressão não foi localizado.

Imagens e depoimentos ajudaram na identificação

Segundo a delegada Mardjoli Valcareggi, não existem imagens do momento exato da agressão. Ainda assim, a identificação dos suspeitos foi possível a partir da análise de registros de câmeras de segurança da região feitos no mesmo período, além de depoimentos de testemunhas.

De acordo com a polícia, mais de mil horas de imagens estão sendo analisadas como parte do inquérito. O cruzamento dessas informações foi fundamental para reconstruir os passos dos envolvidos antes e depois do crime.

Quem era o cão Orelha

Orelha era um cão comunitário, cuidado por moradores e comerciantes da Praia Brava. Conhecido por ser dócil, brincalhão e sociável, o animal era presença constante na praia e havia se tornado parte da rotina de quem frequentava o local, incluindo turistas. A morte violenta do cão gerou revolta nas redes sociais, além de pedidos por justiça e punição aos responsáveis.