Doze coletivos de magistradas de diferentes estados enviaram flores e uma carta à ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (16/09). O gesto foi uma manifestação de apoio após a fala da ministra durante a sessão da Corte na terça-feira (15/09).
Na ocasião, Cármen Lúcia afirmou estar “envergonhada”, “triste” e “consternada” com a situação do Supremo. Durante a sessão, a ministra também pediu desculpas aos brasileiros e disse que talvez esperassem dela uma postura diferente diante da crise.
Na carta enviada à ministra, as magistradas afirmaram que ela não deveria transformar em culpa pessoal o sentimento de responsabilidade diante dos acontecimentos. Segundo o grupo, existe uma diferença entre assumir responsabilidade e se considerar culpada por uma situação que não foi provocada por uma única pessoa.
As juízas também destacaram a trajetória de Cármen Lúcia e disseram que o discurso feito por ela no STF demonstrou “humanidade”, e não uma confissão de culpa.
Entre os grupos que participaram da iniciativa estão o Candangas TJDF, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o Antígona TJPR, o Sankofa TJSP TRF3, o Teia TRT15 e o Cotovia TJRN.
Na mensagem, as magistradas afirmaram que as flores representam o apoio de mulheres que também atuam no Judiciário e conhecem os desafios de tomar decisões em instituições historicamente ocupadas, em sua maioria, por homens.
Ao final, a carta reforçou a mensagem de solidariedade à ministra: “A senhora, ministra, não precisa imaginar. Estamos aqui. Por trás de cada uma destas flores existe uma mulher estendendo a mão.”








