A Justiça Federal determinou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes apresente, em até 72 horas, um plano emergencial para recuperação da BR-393, a Rodovia Lúcio Meira, no trecho do Sul Fluminense. A decisão é da 1ª Vara Federal de Barra do Piraí, após ação civil pública movida pela prefeitura do município.
O plano deverá detalhar os pontos mais críticos da estrada, as intervenções previstas, prazos de execução e os recursos que serão utilizados. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil.
A medida atende a denúncias de omissão na manutenção da rodovia, que apresenta sinais avançados de deterioração, como buracos, crateras e deformações no asfalto. A situação tem sido associada a uma série de acidentes graves, alguns com vítimas fatais, o que levou motoristas a apelidarem o trecho de “rodovia da morte”.
O cenário se agravou após o fim da concessão da K-Infra, em 2025, quando a gestão da via passou para o DNIT. Desde então, serviços como pedágio, socorro mecânico e atendimento emergencial foram desativados, enquanto o fluxo de veículos pesados aumentou.
Motoristas relatam prejuízos frequentes e insegurança ao trafegar pela estrada. Nos últimos dias, acidentes registrados em cidades como Barra do Piraí, Paraíba do Sul e Vassouras reforçaram a gravidade da situação.
A pressão popular também cresceu, com mobilizações nas redes sociais pedindo providências imediatas.
A prefeita de Barra do Piraí, Katia Miki, afirma que o município tem assumido serviços emergenciais que não seriam de sua responsabilidade, como atendimento com ambulâncias e manutenção básica.
Apesar de o DNIT afirmar que há contrato ativo para conservação da rodovia, autoridades locais apontam que as intervenções não têm sido suficientes.
Após a apresentação do plano, a prefeitura terá 48 horas para se manifestar, e a Justiça poderá adotar novas medidas.
Considerada estratégica para o transporte de cargas no país, a BR-393 liga regiões importantes e tem papel relevante no escoamento logístico. Diante da crise, o tema será discutido em audiência pública em Brasília, com participação da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, que busca soluções e um novo modelo de concessão para a via.






