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Justiça decide que Jairinho será ouvido depois de Monique no caso Henry Borel

Defesa do ex-vereador disse que Monique o acusa sozinho pela morte de Henry; psiquiatra falou em comportamento violento contra crianças

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Foto: Divulgação/Brunno Dantas e Felipe Cavalcanti/TJRJ

A Justiça do Rio decidiu que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, será ouvido depois de Monique Medeiros no julgamento pela morte de Henry Borel.

O pedido foi feito pelos advogados de Jairinho, que afirmam que Monique coloca toda a culpa do crime nele. Segundo a defesa, é importante que ela fale primeiro para que o ex-vereador possa responder às acusações depois.

Nesta quarta-feira (27/05), o julgamento entrou no terceiro dia e teve o depoimento do psiquiatra Rafael Bernardon. O médico afirmou que identificou um padrão de agressões contra crianças no comportamento de Jairinho.

Segundo Bernardon, o ex-vereador demonstrava “prazer em causar dor em crianças”. A análise foi feita com base em depoimentos, documentos do processo e entrevistas com pessoas ligadas ao caso.

O psiquiatra também falou sobre Monique Medeiros. De acordo com ele, a mãe de Henry percebeu sinais de violência contra o filho, mas não conseguiu afastá-lo da situação.

A defesa de Jairinho criticou o depoimento e disse que o especialista não entrevistou diretamente os acusados.

Outro depoimento esperado é o da babá de Henry, Thayná Ferreira, que foi adiado por causa do atraso no julgamento. A advogada dela afirmou que Thayná pretende contar tudo o que sabe sobre o caso e explicar as diferentes versões que apresentou durante a investigação.

Com os atrasos e a longa duração dos depoimentos, o julgamento pode durar mais dias do que o previsto inicialmente.