Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Quaest: 52% são contra redução de penas a envolvidos no 8 de Janeiro
Brasil
Quaest: 52% são contra redução de penas a envolvidos no 8 de Janeiro
Morre Noca da Portela aos 93 anos
Rio de Janeiro
Morre Noca da Portela aos 93 anos
Morro dos Macacos ganha Praça Zé do Caroço completamente revitalizada
Rio de Janeiro
Morro dos Macacos ganha Praça Zé do Caroço completamente revitalizada
No Dia Mundial de Doação de Leite Humano, bancos de leite fazem ação especial no RJ
Rio de Janeiro
No Dia Mundial de Doação de Leite Humano, bancos de leite fazem ação especial no RJ
Governo e Prefeitura expandem integração entre Baixada e BRT no Terminal Margaridas
Estado
Governo e Prefeitura expandem integração entre Baixada e BRT no Terminal Margaridas
Novas vítimas de Jeffrey Epstein procuram a justiça da França e promotoria reabre análise de dispositivos
Mundo
Novas vítimas de Jeffrey Epstein procuram a justiça da França e promotoria reabre análise de dispositivos
Mega-Sena acumula e sorteio especial de 30 anos vai pagar R$ 300 milhões
Brasil
Mega-Sena acumula e sorteio especial de 30 anos vai pagar R$ 300 milhões
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Justiça é acionada para suspender descontos do Credcesta após crise no Rioprevidência

Ação aponta irregularidades na manutenção das cobranças após a liquidação do Banco Master e denuncia prejuízo a aposentados e pensionistas

Siga-nos no

Reprodução

Em meio às investigações que atingem o Rioprevidência, uma ação judicial ajuizada pelo Instituto José do Patrocínio pediu à Justiça a suspensão imediata dos descontos em folha de pagamento de servidores, aposentados e pensionistas vinculados ao Credcesta. Segundo informa a coluna de Lauro Jardim, np jornal O Globo, a entidade atua na defesa da população afrodescendente e de grupos vulneráveis e sustenta que os descontos vêm sendo mantidos de forma irregular, mesmo após a liquidação do Banco Master.

O Credcesta é um cartão de benefício consignado lançado originalmente pelo Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro e posteriormente liquidada. Após a quebra do banco, a operação do produto passou a ser atribuída ao Banco Pleno e ao Voiter, mas, segundo a ação, sem que houvesse transparência suficiente sobre a titularidade dos créditos e a regularidade das cobranças.

Descontos mantidos após liquidação do banco

Na petição inicial, o Instituto José do Patrocínio afirma que o Estado do Rio de Janeiro manteve ativos os descontos compulsórios em folha mesmo após a quebra da instituição financeira que originou o produto. Segundo o documento, não houve informação clara aos consumidores sobre quem é o credor atual, tampouco foram disponibilizados extratos atualizados ou documentos que comprovem a legalidade das transferências de crédito.

De acordo com a ação, essa situação coloca milhares de consumidores — em sua maioria idosos, aposentados e pensionistas — em um “limbo jurídico”, com impacto direto sobre rendas de natureza alimentar. A entidade argumenta que a ausência de transparência e de garantias mínimas viola princípios básicos de proteção ao consumidor.

Risco previdenciário transferido aos servidores

O processo também chama atenção para os aportes realizados pelo Rioprevidência no Banco Master, que somariam cerca de R$ 1 bilhão e hoje são alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal. Para o Instituto, ao manter os descontos do Credcesta mesmo após a liquidação do banco, o Estado estaria transferindo aos servidores e aposentados o risco de investimentos previdenciários malsucedidos.

Segundo a ação, essa prática configuraria abuso e violação ao Código de Defesa do Consumidor, ao impor aos beneficiários um ônus financeiro sem respaldo contratual claro e sem garantias quanto à legitimidade do crédito cobrado.

Reforço do pedido após decisão do TJ-RJ

Em uma petição posterior, o Instituto reforçou o pedido de concessão de liminar após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manter a suspensão dos repasses do Rioprevidência ao Banco Master. A entidade sustenta que a decisão do TJ-RJ evidencia ainda mais a inconsistência de permitir a continuidade dos descontos em folha vinculados ao Credcesta.

O documento destaca, ainda, manifestação da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, que teria classificado a operação financeira como um “estelionato”, ao apontar que o Estado continuaria autorizando descontos em favor do banco ligado a Daniel Vorcaro, mesmo diante das irregularidades já identificadas.

Pedidos à Justiça e órgãos de controle

Além da suspensão imediata das cobranças, a ação judicial requer a restituição em dobro dos valores eventualmente descontados de forma irregular, com base no Código de Defesa do Consumidor. O Instituto também pede a condenação por dano moral coletivo, diante do impacto social das cobranças sobre um grupo majoritariamente composto por idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Por fim, a entidade solicita o envio de ofícios ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro para apuração de responsabilidades administrativas, civis e eventualmente criminais relacionadas à manutenção dos descontos e aos aportes feitos pelo fundo previdenciário no Banco Master.