A Justiça manteve as prisões do deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), e do ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Marcus Amim. Os dois foram presos na quinta-feira (15/10), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF).
No balanço da operação, divulgado nesta sexta-feira (16), a PF informou que apreendeu 20 veículos de luxo, 33 armas, cerca de R$ 90 mil em dinheiro, 49 joias e relógios de luxo e 14 celulares. Os agentes também recolheram equipamentos eletrônicos, mídias e documentos em endereços investigados.
Além de Canella e Amim, outros quatro policiais civis foram presos. A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação apura a suspeita de que uma organização criminosa utilizava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Segundo a Polícia Federal, o grupo teria montado uma estrutura para ocultar recursos supostamente desviados da Prefeitura de Belford Roxo. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações superiores a R$ 7,6 bilhões em seis anos.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede investigada, incluindo 96 postos de combustíveis. Os suspeitos são investigados por possíveis crimes como organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel. As investigações continuam.








