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Justiça mantém prisão temporária de seguranças investigados pela morte de ciclista em Copacabana

Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias são investigados pela morte de Cláudio Rafael Landeiro

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Foto: Reprodução

A Justiça do Rio manteve, neste sábado (22), a prisão temporária dos dois seguranças investigados pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Ele foi morto após ser acusado injustamente de roubar uma bicicleta.

Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias passaram por audiência de custódia, e o juiz Rafael de Almeida Rezende decidiu manter as prisões. Segundo as decisões, os mandados foram expedidos regularmente e permanecem dentro do prazo de validade. O magistrado também considerou que não houve alteração nos fundamentos que levaram à decretação das prisões temporárias. Eventuais pedidos das defesas deverão ser apresentados ao juízo responsável pela investigação.

Cláudio Rafael foi abordado na madrugada de 11 de agosto, após ser apontado como suspeito de ter roubado uma bicicleta em Copacabana. A investigação da 12ª DP (Copacabana), no entanto, não encontrou informação concreta de que o veículo tivesse sido furtado. A bicicleta pertencia à irmã da vítima.

Imagens de câmeras de segurança registraram parte das agressões. De acordo com a Polícia Civil, Cláudio recebeu ao menos 57 golpes com pedaços de madeira e continuou sendo agredido mesmo depois de cair no chão. O ciclista foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos.

A investigação aponta que um grupo formado por seguranças e entregadores participou das agressões. Com as prisões realizadas até o momento, quatro pessoas estão sob custódia: Davi, Jorge e os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva.

Os investigados são apurados por homicídio triplamente qualificado, considerando, segundo a investigação, circunstâncias como motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

A Polícia Civil continua analisando imagens de câmeras de segurança para identificar todos os suspeitos e buscando informações para esclarecer a dinâmica do crime e individualizar a participação de cada envolvido.