A Justiça negou concessão de habeas corpus (HC) solicitado pela defesa de três dos foragidos por estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, Zona Sul do Rio. O caso ocorreu na noite de 31 de janeiro.
Os pedidos de recurso para suspender a prisão foram negados pelo desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal. O caso corre em segredo de Justiça por envolver adolescentes.
A Justiça já expediu mandados de prisão contra Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin. O adolescente que atraiu a vítima para a emboscada em um apartamento também é investigado.
O que se sabe sobre o caso
Câmeras de segurança do prédio registraram a entrada e a saída dos autores do crime e da vítima entre 19h24 e 20h42. As imagens foram anexadas ao inquérito.
Em depoimento, a adolescente relatou ter sido submetida a violência sexual, coação e agressões físicas dentro do apartamento, localizado no sexto andar. Segundo o documento policial, ela afirmou ter recebido tapas, chutes e socos durante o período em que permaneceu no imóvel.
De acordo com o relatório, o adolescente enviou uma mensagem via WhatsApp à jovem por volta das 18h, convidando-a para ir ao apartamento. Ele mencionou que outros dois amigos também estariam no local e sugeriu que ela levasse uma amiga. A vítima respondeu que não tinha companhia e decidiu ir sozinha.
Os dois se encontraram na portaria do prédio. No elevador, segundo o depoimento, o rapaz teria insinuado que fariam “algo diferente”, o que causou desconforto na adolescente. Ao chegarem ao apartamento, outros três jovens já estavam presentes. A presença de todos os indiciados no imóvel foi confirmada nas investigações.
Punições no Colégio Pedro II
Dois dos foragidos possuem histórico de indisciplina em uma das instituições de ensino mais tradicionais do país. Vitor Hugo Oliveira Simonin e o adolescente, ambos alunos do campus Humaitá II do Colégio Pedro II, já haviam sido alvo de advertências e suspensões por comportamento inadequado.
Os estudantes respondem a processos disciplinares por agressões físicas na unidade escolar. Segundo informações da Polícia Civil, o grupo de suspeitos teria atraído a vítima para um apartamento antes de praticar o crime.






