O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane Bezerra contra a prisão preventiva dela. Os advogados da influenciadora agora aguardam o julgamento do mérito e avaliam recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).
A recusa da liminar foi tomada um dia após a prisão, na sexta-feira (22). Ela é suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Anteriormente, outro pedido apresentado para tentar obter a liberdade de Deolane também foi protocolado no Tribunal. Ao analisar o caso, no entanto, o magistrado entendeu não ter competência para julgar a solicitação. Por isso, a solicitação não foi conhecida e os autos foram arquivados naquele juízo específico.
Além da decisão da Justiça paulista, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa da influenciadora.
Com as decisões, a advogada permanece presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Ela está sob custódia em uma sala de Estado-Maior, prerrogativa prevista no Estatuto da Advocacia para profissionais regularmente inscritos na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A medida garante que advogados presos cautelarmente não sejam mantidos em celas comuns antes de uma condenação definitiva.
O advogado Aury Lopes Júnior, responsável pela equipe da defesa de Deolane, afirmou que a prisão é “ilegal e exagerada” e que, por isso, entrará com o recurso nos Tribunais Superiores.
“Então, vamos deixar muito claro, essa prisão é ilegal, desnecessária, tudo vai ser devidamente demonstrado e provado quando nos der a oportunidade de falar, porque ela nunca foi chamada. Estamos aguardando primeiro a liberdade dela, que nós confiamos que será uma questão de tempo, será obtido, porque é uma prisão ilegal, e posteriormente fazer a defesa no processo com toda tranquilidade”, concluiu.
Segundo as investigações, a influenciadora teria vínculos estreitos, sendo eles pessoais e negociais, com um com um dos gestores fantasmas de uma transportadora investigada pelas autoridades. A estrutura financeira da advogada teria sido usada para dar aparência de legaidade a recursos ilícitos da facção. Ao todo, ela abriu 35 empresas fantasmas em um mesmo endereço para lavar o dinheiro.










