O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que não há impedimento legal ou político para que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), apoie a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo com o partido contando hoje com três governadores colocados como pré-candidatos à Presidência da República.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Estúdio I, da GloboNews. Segundo Kassab, o apoio local ao petista é compatível com as regras eleitorais e não configura infidelidade partidária. “A lei permite. Se o PT estiver apoiando o Eduardo Paes, por que ele não vai estar no palanque do candidato petista?”, afirmou.
PSD tem três nomes cotados ao Planalto
Atualmente, o PSD abriga três governadores apontados como possíveis candidatos à Presidência: Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), recém-filiado à sigla. Ainda assim, Kassab ressaltou que o cenário nacional não impede arranjos regionais.
Para o dirigente, alianças locais devem respeitar o contexto político de cada estado, sobretudo quando há convergência eleitoral entre partidos. Ele também rechaçou qualquer interpretação de oportunismo na postura do prefeito carioca.
“Todos querem estar no palanque do Eduardo”, diz Kassab
Questionado sobre a possibilidade de tolerar infidelidade partidária, Kassab afirmou que o movimento ocorre no sentido inverso. “Não é o Eduardo que quer apoiar este ou aquele. Todos querem estar no palanque do Eduardo”, disse ao jornalista Otávio Guedes.
Segundo o presidente do PSD, a alta avaliação de Eduardo Paes faz dele um polo natural de alianças no Rio de Janeiro. “Ele é visto como uma esperança para o estado. Todos vão estar com o Eduardo, inclusive o nosso candidato”, afirmou, indicando que o partido deve acomodar diferentes apoios no cenário eleitoral.






