Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá entram em alerta por ventos fortes e suspendem atividades
Região Metropolitana
Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá entram em alerta por ventos fortes e suspendem atividades
Previsão de ventos fortes fecha parques e pontos turísticos do Rio e muda rotina da cidade
Rio de Janeiro
Previsão de ventos fortes fecha parques e pontos turísticos do Rio e muda rotina da cidade
Ônibus, trens e metrô antecipam horário de pico devido a aviso de ventania no Rio
Rio de Janeiro
Ônibus, trens e metrô antecipam horário de pico devido a aviso de ventania no Rio
Prefeitura do Rio e Governo do Estado decretam ponto facultativo a partir desta tarde
Destaque
Prefeitura do Rio e Governo do Estado decretam ponto facultativo a partir desta tarde
Rio entra em Estágio 3 após aumento dos ventos e previsão de rajadas de até 90 km/h
Rio de Janeiro
Rio entra em Estágio 3 após aumento dos ventos e previsão de rajadas de até 90 km/h
Prefeitura de Nova Iguaçu instala Gabinete de Crise e reforça ações preventivas diante da previsão de ventos fortes
Nova Iguaçu
Prefeitura de Nova Iguaçu instala Gabinete de Crise e reforça ações preventivas diante da previsão de ventos fortes
Rio de Janeiro entra em alerta para risco muito alto de incêndios florestais
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro entra em alerta para risco muito alto de incêndios florestais
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Lei que proibiu celulares nas escolas do Rio gera melhora no aprendizado

Levantamento inédito da Universidade de Stanford foi feita em parceria com a Secretaria de Educação

Siga-nos no

Alunos da rede municipal do Rio aprenderam 25,7% mais em Matemática e 13,5% mais em Língua Portuguesa em 2024, o primeiro ano completo de vigência do decreto que proibiu o uso de celulares em sala de aula e nos recreios. O avanço equivale a um bimestre adicional de aprendizagem e foi confirmado em uma pesquisa inédita da Universidade de Stanford, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.

O estudo acompanhou 919 diretores de escolas de ensino fundamental da rede carioca, o que corresponde a cerca de 90% desse segmento. A metodologia adotada isolou o efeito da proibição dos celulares de outras possíveis variáveis, como mudanças curriculares ou investimentos em infraestrutura, permitindo atribuir o ganho diretamente à medida.

“Os dados comprovam aquilo que a gente já vinha percebendo nas escolas: quando o celular deixa de ser uma distração, o foco na aprendizagem aumenta. Educação de qualidade exige coragem para tomar decisões que fazem diferença na vida dos nossos estudantes”,  afirmou o então secretário de Educação do Rio, Renan Ferreirinha, autor do decreto.

Segundo os pesquisadores, os resultados positivos não foram pontuais. A cada bimestre, os indicadores mostraram crescimento, revelando que a política pública se consolidou à medida que os alunos se adaptaram à rotina sem celulares.

“O estudo mostra que a política, que em 2025 passou a valer para todo o país — tem real potencial de impulsionar a aprendizagem. A parceria entre Stanford e a Secretaria Municipal de Educação do Rio foi fundamental para promover um debate ativo não só no Brasil, mas no mundo, sobre o uso responsável de tecnologias por crianças e adolescentes”, disse Guilherme Lichand, pesquisador da Graduate School of Education, responsável pelo levantamento.

De decreto municipal a lei federal

O decreto entrou em vigor no primeiro dia letivo de 2024 e alcançou escolas públicas e privadas da cidade. A decisão se baseou em diagnósticos nacionais e internacionais, incluindo relatórios da Unesco sobre os impactos negativos do uso excessivo de dispositivos móveis na educação.

No Congresso, Ferreirinha foi relator da Lei Federal 15.100 de 2025, e ampliou a proibição de celulares para todas as escolas do país, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A pesquisa analisou dados de 919 escolas com ensino fundamental, que representam 90% da rede municipal. O levantamento mediu a evolução da aprendizagem em Português e Matemática, comparando períodos antes e depois da proibição.

A metodologia aplicada garantiu os principais resultados:

25,7% mais aprendizagem em Matemática;
13,5% mais em Língua Portuguesa;
Ganho médio equivalente a um bimestre a mais de conteúdo assimilado;
Resultados se ampliaram progressivamente ao longo do ano.