O Governo Federal encerrou a fase de apresentação do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, a potenciais investidores e confirmou o interesse de seis grupos na disputa pela nova concessão do terminal. O leilão está marcado para o dia 30 de março e integra a estratégia de reestruturação do aeroporto, que enfrenta dificuldades financeiras desde a concessão anterior.
O interesse foi formalizado após a realização de um roadshow promovido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Casa Civil e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Durante os encontros, foram detalhados o modelo de concessão, as regras da licitação e os principais pontos do novo contrato.
Atualmente, o Galeão é o terceiro maior aeroporto do país em volume de passageiros. Em 2025, o terminal movimentou 17,5 milhões de pessoas e registrou cerca de 5,6 milhões de embarques e desembarques internacionais.
Novo contrato busca corrigir falhas do modelo anterior
Antes do leilão, o governo realizará uma sessão pública de esclarecimentos no dia 26 de fevereiro, na sede da B3, em São Paulo, onde também ocorrerá a disputa. O novo modelo de concessão foi construído a partir de um acordo entre o governo federal, o Tribunal de Contas da União, a Anac e o atual concessionário.
A reformulação tem como objetivo corrigir o desequilíbrio financeiro do contrato anterior, afetado por estimativas de demanda que não se concretizaram. O valor mínimo de outorga foi fixado em R$ 982 milhões, e vencerá o consórcio que apresentar a maior contribuição inicial à União.
Além disso, o futuro operador deverá pagar uma contribuição variável anual equivalente a 20% do faturamento bruto da concessão até 2039. O contrato também prevê mudanças na estrutura societária do aeroporto, com o fim da participação da Infraero, tornando a empresa vencedora a única controladora do Galeão.






