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Leilão do Galeão pode render R$ 1,5 bilhão e atrair grandes operadoras

Disputa pelo aeroporto do Rio ganha novo fôlego com mudanças no contrato e interesse internacional

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Foto: Reprodução

O novo leilão do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, marcado para o dia 30 na B3, deve movimentar cerca de R$ 1,5 bilhão, valor estimado pelo governo para a outorga à vista. As propostas serão entregues nesta segunda-feira (23), indicando a expectativa de forte concorrência pelo ativo.

O valor projetado representa um ágio significativo sobre o lance mínimo de R$ 932 milhões. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o interesse maior se deve às mudanças no modelo de concessão, que tornaram o contrato mais atrativo para investidores.

Entre os grupos interessados estão a atual concessionária RIOgaleão, além de empresas internacionais como Zurich Airport e Aena, que já administram terminais no Brasil.

O novo leilão ocorre após renegociações envolvendo o Tribunal de Contas da União e a Agência Nacional de Aviação Civil, em um formato simplificado para viabilizar a relicitação. A estatal Infraero deixará a operação, abrindo espaço para um novo controlador.

Entre as principais mudanças estão a substituição da outorga fixa por uma variável, vinculada ao faturamento, e a redução de exigências de grandes investimentos. O contrato segue válido até 2039.

O interesse pelo ativo também é impulsionado pela recuperação do fluxo de passageiros e pelo peso do Galeão no transporte de cargas. Além disso, a Gol Linhas Aéreas anunciou planos de transformar o aeroporto em base para voos internacionais de longa distância, incluindo rotas para os Estados Unidos e Europa.

Apesar do cenário positivo, especialistas apontam riscos, como incertezas regulatórias e a concorrência com o Aeroporto Santos Dumont, que impacta diretamente a demanda do Galeão.

Considerado estratégico, o leilão é visto como um teste importante para o novo modelo de concessões no país e para a retomada de investimentos em infraestrutura aeroportuária.