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Letalidade violenta aumenta 25% no Rio em julho, aponta ISP

Estado registrou 301 vítimas em julho, contra 240 no mesmo mês de 2025

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reprodução

A letalidade violenta aumentou 25% no Estado do Rio de Janeiro em julho, segundo dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). Foram registradas 301 vítimas no mês, contra 240 no mesmo período de 2025.

O indicador reúne ocorrências de homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, feminicídio, morte por intervenção de agente do Estado e roubo seguido de morte, conhecido como latrocínio.

A alta registrada em julho foi influenciada principalmente pelo crescimento dos homicídios, que avançaram 27%, e das mortes em confronto com policiais, que tiveram aumento de 45%. Dos 301 registros de letalidade violenta, 290 estão relacionados a essas duas categorias.

Homicídios e confrontos puxam aumento
Os dados do ISP também apontam crescimento nos casos de feminicídio. Em julho deste ano, foram seis vítimas, contra quatro no mesmo mês de 2025.

Apesar do resultado negativo em julho, o cenário no acumulado do ano é diferente. Entre janeiro e julho, a letalidade violenta apresenta redução de 6% em relação aos primeiros sete meses do ano passado.

No mesmo período, os homicídios dolosos caíram 5%, enquanto as mortes em confrontos com agentes do Estado tiveram redução de 8%.

Cinco áreas concentram um terço das mortes
A distribuição dos registros mostra forte concentração da violência em algumas regiões. Das 41 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps) do estado, cinco reuniram cerca de um terço das ocorrências de letalidade violenta em julho.

A Aisp 18, responsável pela área do 18º BPM, em Jacarepaguá, liderou a lista, com 25 mortes. A região enfrenta disputas territoriais envolvendo traficantes do Comando Vermelho e milicianos em áreas como Rio das Pedras.

Na sequência aparecem a Aisp 15, em Duque de Caxias, com 21 registros; a Aisp 16, em Olaria, com 20; a Aisp 41, em Irajá, também com 20; e a Aisp 39, em Belford Roxo, com 15 vítimas.

Regiões registram maiores aumentos
Entre os maiores crescimentos registrados em julho está a área do 33º BPM, em Angra dos Reis, que passou de uma vítima no mesmo mês de 2025 para oito neste ano.

Na área do 16º BPM, em Olaria, os registros subiram de três para 20. Já no 40º BPM, em Campo Grande, o número passou de uma para seis ocorrências.

Por outro lado, das 41 Aisps do Estado do Rio, 15 apresentaram estabilidade ou redução no número de mortes violentas durante julho.

Roubos e furtos apresentam redução
O levantamento do ISP também mostra queda em diferentes indicadores de crimes patrimoniais. O roubo de celular recuou 24% em julho, com 1.780 ocorrências, contra 2.347 no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, a redução chega a 20%.

O furto de celular caiu 31% em julho, para 2.818 registros. De janeiro a julho, a queda acumulada foi de 18%.

Já o roubo de veículos apresentou redução de 22% no mês, com 1.396 casos. No acumulado do ano, porém, o indicador ainda registra alta de 10%.

Roubo de carga também recua em julho
O furto de veículos teve queda de 16% em julho, com 1.263 ocorrências, ante 1.505 no mesmo período do ano passado. Entre janeiro e julho, a redução acumulada é de 10%.

O roubo de carga também apresentou resultado positivo no mês. Foram 168 registros, uma redução de 25% em relação a julho de 2025.

Apesar da queda mensal, o roubo de carga acumula alta de 6% nos sete primeiros meses de 2026.